segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Por aqui parece que só o tempo é que passa


Hoje tive mais um "quase" na minha tentativa de carreira profissional. E com ele lembrei-me de um post de há uns tempos (ler aqui) que me levou mais uma vez a constatar que por mais que tente que isto mude, mais a coisa fica na mesma. "Tenta mais, esforça-te mais, arrisca mais", dizem-me, e eu já não sei como reagir. Um tipo quer manter-se optimista, mas o desalento assenta e se calhar 4 anos sem conseguir voltar a trabalhar na minha área são um sinal de que é melhor dedicar-me à pesca.


domingo, 23 de julho de 2017

Coisas que se descobrem quando se passa a ficar a cargo das lides domésticas



O pior castigo que podem dar a um obsessivo-compulsivo é colocá-lo a lavar tupperwares. Acredito piamente que há todo um oitavo círculo oculto no Inferno de Dante composto exclusivamente de tupperwares sujas para lavar.



quinta-feira, 13 de julho de 2017

Resumo de duas semanas e meia a viver sozinho


Nunca em toda a minha vida me ocorreu que eu e o Capitão Iglo viéssemos um dia a ser grandes amigos.


terça-feira, 4 de julho de 2017

Saindo debaixo duma pedra


Mudei finalmente de casa há coisa de uma semana, e ao fim de todo este tempo de blackout tecnológico, tenho finalmente serviço de televisão e internet aqui na man-cave.  Ao ligar a televisão e parar num canal noticioso apercebo-me que se anda a discutir seria e afincadamente a possibilidade de um clube de futebol ter contratado serviços de bruxaria (ler aqui). 

Bom saber que não fui só eu a retroceder ao século XV nos últimos tempos...



quarta-feira, 7 de junho de 2017

Constatações idiotas


Sempre que vejo uma selfie de alguém que lhe colocou um daqueles filtros de alegado embelezamento em que os olhos ficam maiores, eu sei que aquilo é suposto ficar mais bonito, mas eu não consigo deixar de me lembrar do Gollum do Senhor dos Anéis.


E isto não é bonito...



sábado, 3 de junho de 2017

Sabes que estás velho...



Quando vais ao médico, entras no gabinete e te deparas com alguém a atender-te que, por comparação, te parece uma criança.


sábado, 20 de maio de 2017

"Um homem não se governa sozinho"


Porque estamos mal habituados, pensei eu ao ouvir as palavras do meu avô. Há vários dias, semanas até, que a antecipação desta conversa me causava ansiedade e noites em branco. A visão que temos do mundo e da sua realidade é tão divergentemente marcada que temi a sua reacção. Mas enquanto lhes explicava as razões que me levam a sair de casa, por que motivo é importante e premente fazê-lo agora, e como até é positivo uma pessoa viver sozinha antes de se juntar com alguém, a conversa foi bem mais simples e indolor que o esperado. 

De tal maneira que até tive direito a um "tu não tens sido um tipo parvo, és esperto, e fazes as coisas com cabeça", o que, traduzindo para quem não está habituado ao discurso escasso em manifestações de afecto típico desta casa, significa algo semelhante a sentimentos de orgulho. 

Acho que hoje vou dormir descansado.

Wake up call


Pessoas com filhos e que fazem compras, é suposto os cromos, cartas, cadernetas e afins que vêm como brinde para vos obrigarem a ir às compras ao espaço comercial em causa, serem para os vossos filhos coleccionarem, não vocês. Deixem o raio dos miúdos interagirem uns com os outros e deixem-nos ser eles a terminar as colecções com as trocas entre eles. Há lições de vida muito mais interessantes e produtivas nesses momentos do que em apresentar-lhes uma caderneta já terminada com a qual eles nunca tiveram contacto e à qual nunca irão dar valor. Raios partam, há mais lições de vida em não conseguir terminar uma caderneta. Que o digam as minhas cadernetas do Dragon Ball.



domingo, 14 de maio de 2017

O que eu gosto de uma boa ironia



O tipo não canta em inglês e ninguém o vai perceber, o tipo vai com um estilo musical que destoa do habitual naquele concurso, o tipo vai com uma actuação demasiado simples para aquele espectáculo circense, o tipo é um bocado "estranho". O tipo, apesar disso tudo, ganha aquilo com a maior razia de sempre (ler aqui), provando que no final de contas, se dermos alternativas e conteúdo de qualidade ao público, o público curiosamente até sabe apreciar, aprova, e agradece. 
A tradição familiar de assistir à Eurovisão há muito tempo que se andava a tornar um martírio só levemente amenizado pelos momentos caricatos e sui generis  que caracterizam o evento, que hoje foi compensado por este momento "in your face".

Por isso, vou continuar para aqui a rir à gargalhada disto tudo, enquanto aguardo pela transição nas redes sociais dos discursos de "Portugal assim é que não ganha nunca, é uma vergonha!" para os de "Lindo serviço! Pró ano, vamos ter que gastar um balúrdio a organizar esta porcaria. Tenham vergonha!", e enquanto ignoro de forma inquieta a descarada manifestação em força dos 3 F's a que assistimos hoje neste país. Vamos acreditar que amanhã não nos vamos deparar com ninguém a aproveitar a deixa para fugir para Bruxelas. *cof cof 2004 cof cof*



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Nem sei... às vezes dá-me para isto.


Hoje, enquanto se conversava ao jantar, apercebi-me que não só é tão fácil, como será certamente o nosso maior mecanismo de defesa no sentido da auto-preservação, assumirmos que nós, e os nossos, somos bons. Com isto quero dizer, boas pessoas. Assumindo a banalidade e o pouco que vou contribuir para o tema, estamos longe disso, somos algo intermédio na melhor das hipóteses. Na realidade somos vítimas do nosso tempo, resultado daquilo que aprendemos. Houve até em tempos quem indicasse que a culpa de quem somos é da nossa mãe.

Aquilo que somos será portanto o aglomerado de tudo aquilo que vivemos e da forma como agimos perante as situações que a vida nos apresentou. No entanto, como também já houve quem o dissesse antes, o todo é mais que a soma das suas partes. No fundo, somos mais que a soma dos momentos em que fomos a típica "boa pessoa" e dos momentos em que fomos seres humanos reprováveis.

Neste caso em particular, acreditando convictamente que não passamos de vítimas das nossas circunstâncias, defino pessoalmente uma "boa pessoa", uma "pessoa espectacular", um "ser humano incrível", pelo conjunto de momentos em que apesar do seu mindset, em detrimento do seu bem-estar, essa pessoa tomou a decisão mais altruísta e mais empática que seria de esperar.

Já uma "má pessoa", um "ser humano execrável", seria por razão da lógica, o seu extremo oposto. Contudo, quando tentamos perceber esse aspecto numa pessoa que nos está próxima, o exercício parece mais difícil por vezes, possivelmente culpa da boa da auto-preservação já mencionada, uma vez que essa pessoa será inevitavelmente um contributo para o resultado daquilo que nós mesmos somos.

Hoje, enquanto se conversava ao jantar, tocou-se no passado. No passado anterior à minha existência. Aquele tempo de que pouco sei, porque nesta casa é tradição atirar os momentos difíceis para baixo do tapete e fingir que não há nada de errado com todo o vulto acumulado lá debaixo. Aproveitei a deixa e fui puxando na esperança de achar o fio à meada e o que encontrei foi um misto de orgulho de levar às lágrimas num conjunto de seres humanos nos quais me orgulho de ser descendente, e de tristeza tremenda daqueles que não conseguiram encontrar a sua humanidade quando ela foi mais necessária.

Hoje enquanto se conversava ao jantar, perguntei-me se serei boa pessoa. A auto-preservação obriga-me a dizer que sim. Na verdade, espero pelo menos ter herdado um pouco daquilo que os meus antepassados tiveram de melhor, e que esse pouco seja suficiente para suplantar aquilo que tiveram de pior.



domingo, 7 de maio de 2017

Momento em que um tipo vai a correr ao calendário confirmar o século em que está



«Irlanda investiga Stephen Fry por blasfémia»
~In Público (ler aqui)


Este século XXI está cada vez mais com um travozinho a idade média...



sexta-feira, 5 de maio de 2017

Libelinha macho me confesso




Daqui




Momento "deita cá para fora"



Cada vez mais constato que quanto mais a sociedade evolui e mais tem acesso à informação, menos crítica é em relação a toda a informação a que é exposta. A ver se nos entendemos, o glúten só é prejudicial a quem sofre de doença celíaca. Não há qualquer benefício comprovado para o resto das pessoas em deixar de consumir alimentos com glúten. E sempre que alguém me perguntar se alguma coisa tem glúten e eu começar a rir-me na sua cara, não o leve a peito, é apenas porque a pergunta me lembra sempre disto:





 Por isso, pessoas do mundo desenvolvido que podem dar-se ao luxo de ser idiotas em relação aos alimentos que ingerem, não sejam memes.





quinta-feira, 27 de abril de 2017

Nada de novo por aqui...



Ele pára o carro perto de casa e vê lá mais ao fundo uma simpática jovem a fazer adeus na sua direcção. Não a reconhece e por isso olha à volta para tentar perceber se a jovem estará a acenar a outra pessoa. Não vê mais ninguém ali, fica entusiasmado e sai do carro estupidamente animado. Fecha a porta do carro enquanto assiste à jovem simpática correr alegremente para o cão que estava a brincar no relvado ao seu lado. Claro que era para o cão.

...

Em minha defesa, quem raio acena a um cão? Ou estou muito desactualizado nisto dos animais de estimação, ou fazer-lhe adeus não constava da lista de formas de chamar a atenção de um cão.



terça-feira, 25 de abril de 2017

Das coisas boas



Passar um 25 de Abril na altura das redes sociais implica ter que assistir a um chorrilho de barbaridades sobre o assunto que faz com que as veias da nossa testa ameacem rebentar da subida de pressão. Como desatar a citar a declaração universal dos direitos humanos por esses facebooks fora e explicar que sem determinado acontecimento a mesma não seria uma realidade neste país não foi suficiente para me fazer voltar a um estado mais calmo e comedido, decidi focar-me em coisas positivas.

E felizmente, de uma forma geral, a música nunca me desaponta nesse aspecto. Como por exemplo, o jovem do vídeo abaixo. É raro encontrar alguém genial, mas sabes que te deparaste com alguém assim quando o tipo consegue deixar-te vidrado em tudo o que está a fazer, sejam originais, colaborações, ou versões, ainda para mais quando nem és fã do estilo musical em causa. Rendido me confesso a Slow J.




Nem tudo o que reluz é ouro...



Aquele momento confrangedor em que tens a responsável de uma secção de um departamento de recursos humanos de uma grande empresa deste país a entrar em contacto directo contigo, mas constatas que não é para te oferecer emprego, mas antes para te pedir autorização para utilizar na sua tese de mestrado um instrumento compilado num artigo científico teu.

Com tanta popularidade que o meu trabalho académico passado tem tido, seria de esperar que a minha vida profissional fosse muito mais interessante e próspera do que realmente é. Um dia perco a vergonha e exijo em troca uma oferta de emprego. Hoje ainda não foi o dia. O espírito científico ganha sempre e eu acabo a partilhar tudo. 

Na verdade, nem eu quereria que fosse de outra forma. Valores não se vendem.



domingo, 16 de abril de 2017

Credos à parte, Páscoa no Alentejo é no campo!



Das coisas que não podem faltar.


video



quarta-feira, 12 de abril de 2017

É tudo uma questão de perspectiva



Quando oiço que os jovens de hoje em dia são uns vândalos, uns delinquentes, que não têm educação nenhuma nem respeito por ninguém, que são uma geração perdida, tenho sempre vontade de me rir. De me rir e de começar a citar sessões plenárias do parlamento:

«Quatro, ou, há quem diga, seis jovens mortos em desastres de Motorizada em Torremolinos; violências físicas, traumas psicológicos e como consequência dois suicídios de raparigas. Mobília destruída nos apartamentos de Torremolinos, distúrbios nas ruas e roubos muito especialmente nos supermercados onde os portugueses acabaram por ser controlados e impedidos de entrar, esfaqueamentos em Algeciras; tudo o resto e a anarquia que se seguiu pode ser imaginado facilmente pelos Srs. Deputados.»


Este é um excerto da Reunião Plenária do nosso parlamento do dia 08 de Abril de 1980 sobre mais uma de tantas viagens de finalistas. Pode ser consultado aqui


Relativismo precisa-se. Urgentemente. O que não desculpa comportamentos deploráveis, mas ajuda bastante a colocar as coisas em perspectiva.



segunda-feira, 10 de abril de 2017

E ele tenta...


Ofélia quis um dia salvar o mundo. Na sua mente de criança imaginou mil e uma possibilidades. Foi médica, bombeira, polícia, heroína de banda desenhada, bióloga, geóloga, cientista louca, criminologista, psicóloga e activista. Ofélia quis um dia salvar o mundo, mas o raio do mundo não a salvou a si. Os dias foram por si passando, e, sem que desse conta, consigo os sonhos foram levando.
Ofélia agora observa apática o seu armário ao final da noite. Tem que decidir o que vestir para amanhã não se atrasar para o trabalho. Tem hora certa para dormir e hora certa para acordar. Todos os dias são iguais. Todos os dias são cinzentos. Tão cinzentos como a parede do cubículo onde trabalha intrincadamente colaborando, sem saber bem como, para a manutenção das engrenagens burocráticas de um Adamastor corporativo. Meio anestesiada, Ofélia despeja diariamente naquele cubículo cada gota do que foi, do que é, e do que alguma vez aspirou ser. Quando termina, volta sem vida a casa, seguindo o enxame de carros que se junta todos os dias na mesma direcção, e sem vida passa indiscriminadamente pela cozinha e senta-se só em frente a um ecrã onde alguma coisa está a acontecer, mas há muito que deixou de se preocupar com isso. 
Pelo meio da anestesia e do sono, uma réstia de sanidade agita-a por momentos da penumbra. Pergunta-se como chegou ali, mas não obtém resposta. Olha à sua volta, e tenta fazer sentido de tudo isto até que os seus olhos caem sobre o relógio da sala. Por Deus! Deixou-se dormir e ainda não decidiu o que vestir para amanhã.



segunda-feira, 3 de abril de 2017

Bater no ceguinho - um contributo



Em relação ao polémico busto que se encontra desde há uns dias no aeroporto da Madeira, tenho apenas isto a acrescentar:









Tenham uma boa noite.


Here we go again...



Repito-me. Olho para trás e enxergo bem o que para trás ficou e vejo um loop interminável e entediante dos mesmos lamentos e frustrações, de tal forma emaranhados que já não se destrinçam uns dos outros. Estagnado indefinidamente no mesmo ciclo de autocomiseração, é nele que me aconchego. Confortável o desconforto familiar, mais que a incerteza do desconhecido para lá do padrão.

Repito-me...


quinta-feira, 30 de março de 2017

É tudo uma questão de perspectiva



A fasquia no meu local de trabalho está tão baixa que a simples passagem de uma adenda contratual a contrato definitivo é encarada como uma boa nova incrível. 

Em termos práticos fico na mesma, com a única vantagem de não poder vir a ficar pior. A conta bancária agradece...



domingo, 26 de março de 2017

"Grandes" mentes pensam da mesma forma



Nintendo, já não sou só eu  a constatar o óbvio... (ler aqui)





terça-feira, 21 de março de 2017

«É para o teu próprio bem»


Mentiras caridosas. Toda a nossa vida é composta de mentiras caridosas. Ou toda ela uma grande mentira caridosa em si mesma. E assim vamos na esperança de prosseguirmos anestesiados até ao fim dos nossos dias. Até ao momento em que temos que olhar a verdade de frente, encará-la bem nos olhos e acabar consumidos por toda uma dose de realidade tomada à força de uma só vez.
No fim de tudo, quando nada mais restar que a admissão do fim da nossa existência, não há consolo algum, não há aceitação do nosso destino. Estamos tão perdidos como da primeira vez que constatámos que um dia nada mais seremos que uma memória. Aqueles segundos do mais aterrador  e angustiante pânico rapidamente abafados por um Superego que nos sussurra que "tudo ficará bem".
"Olha que espectáculo tão bonito... Ignora os bastidores".



quinta-feira, 9 de março de 2017

As consolas e eu


Confesso que, apesar de gostar muito de jogos de vídeo, nunca fui grande jogador. E para além disso, o meu passado de consolas consistiu até ao momento em adquirir as mesmas para constatar que meses depois haviam sido descontinuadas. Sentido de oportunidade nunca foi o meu forte, caso restassem dúvidas. E por isso desde a Nintendo 64 que não comprava uma. Até esta semana. 






A nova Nintendo Switch deixou-me curioso e lá coloquei a minha conta bancária à prova, na esperança que seja desta vez que quebro o enguiço com as consolas. As potencialidades são bastante interessantes, a versatilidade dos comandos está a ser uma experiência positiva, e a nova funcionalidade de transição de modos entre portátil e fixa cumpre o que promete. E sejamos honestos, Nintendo, quando se lembraram desta ideia não foi para se poder ir para a rua jogar. Quem teve esta ideia foi garantidamente para poder ir à casa de banho sem ter que parar de jogar.

Foi, não foi? Admite-o, Nintendo!


quarta-feira, 8 de março de 2017

Constatações propiciadas por dias temáticos


Praticamente apenas nas situações de salário mínimo as mulheres recebem de forma igual aos homens, e eu acredito que tal acontece porque as entidades empregadoras estão legalmente impedidas de lhes pagar abaixo disso.

... Feliz dia da Mulher?



sábado, 4 de março de 2017

Coisas óbvias que se descobrem aos 30 anos com uma gastroenterite



Papas de aveia não são afinal a mesma coisa que Nestum...

É tudo por hoje. Vou só para ali acabar de comer o que resta deste bocado de cartão molhado... papas, queria dizer papas...



terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Sufocos


A sensação de que a vida me escorre por entre os dedos como grãos de areia é cada vez mais recorrente. Possivelmente paranóias de um recém trintão com assuntos mal resolvidos, ou o eventual momento de experiência fora de corpo, que ocorre desde que me conheço como gente, de olhar sempre reprovador.

Isso tudo ou apenas o resultado de um sentimento de culpa latente, exsudado de um corpo e mente que já não recuperam como antigamente ao serem forçados a trabalhar numa terça-feira de Carnaval depois de uma noitada mascarado de Tartaruga Genial algures por Évora.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Quando os memes transbordam para a vida real


Finalmente um tema suficientemente idiota para ser abordado neste espaço. Parece que o presidente da Islândia causou "polémica" ao dizer, em tom de graçola, que se pudesse bania o ananás das pizzas (ler aqui).

Alguém que frequente a Internet há algum tempo, saberá que há todo um movimento anti-ananás em pizzas por aí, ao ponto de existir todo um rol de memes para aí desde 2009 sobre o assunto (ler aqui). Acredito que o presidente da Islândia soubesse disso e que tenha tentado aproveitar a onda e posicionar-se do lado aparentemente mais popular, mas o tiro saiu-lhe pela culatra ao esquecer-se de toda uma outra tendência nas redes sociais: onde apareça alguém minimamente famoso a formar uma opinião, ainda que seja em forma de piada, surge sempre um grupo de indignados anónimos para arrasar essa opinião.

Já eu, confesso-me surpreendido. Sendo que sempre pertenci à minoria que não só adora ananás nas pizzas, como só consigo tolerar o raio do fruto se estiver numa pizza (e vá, em tostas também, mas não vem ao caso agora!), vejo neste momento toda uma revolta a favor desta minoria e todo um apoio onde antes só existia desprezo e ódio virtual irónico. Por isso, obrigado sr. presidente da Islândia por me fazer sentir menos só. Apenas lamento é a sensação de que a companhia seja composta de Trolls. É mais ou menos como de repente estar a viver fisicamente dentro do site 4chan. Temos a companhia de seres vivos sim, mas o preço a pagar por isso é acabarmos com a nossa alma conspurcada e quebrada para a vida.

Vamos então manter a Internet dentro da realidade virtual, está bem? A sanidade mental da humanidade agradece.... Pronto, é apenas a minha sanidade mental que agradece.


sábado, 18 de fevereiro de 2017

Sabes que falaste de mais do novo presidente dos estados unidos...


... quando o tráfego do teu blog está neste estado:





First world problems - considerem-se avisados para o conteúdo vazio deste post



Um tipo agora chega a casa do trabalho, liga a televisão num dos poucos canais onde sabia que ainda conseguia assistir a entretenimento alternativo e apercebe-se que "O melhor futebol do mundo está na SIC Radical". A sério? O que vamos ter a seguir, Sr. Pedro Boucherie Mendes? Documentários de caça e pesca na SIC Mulher? Programas de saúde e bem-estar na SIC K?...

Eu percebo que nestas coisas as audiências é que mandam, e que para futebol há público em excesso, ou não estivessem já os canais generalistas e de notícias deste país a passar e a falar de bola a toda a hora, mas fui levado a crer que o propósito deste canal seria o de mostrar conteúdos alternativos aos canais generalistas e arriscados até, "fora da caixa". Futebol brasileiro - que me desculpem os peritos da televisão - na minha opinião de consumidor não é nada disso, é mais do mesmo.

Já estive mais longe de aderir ao Netflix...



domingo, 12 de fevereiro de 2017

E é só isso



Nada como um fim-de-semana de correria entre Évora e Lisboa para espantar os espíritos. Uma amálgama de pouco sono, muito riso, comida boa, reencontros com as ilusões do passado, promessas de novas ilusões, música de encher a alma, e de beijos inesperados na bochecha.

E um beijo inesperado na bochecha por vezes é tanto.


Das coisas épicas








Ontem tive o privilégio de ver estes senhores ao vivo. E estou rendido.



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Das coisas que não mudam


Ao vasculhar os rascunhos deste blog, numa tentativa fútil de procurar ouro em mina esgotada, tenho descoberto mais sobre mim e as minhas disfuncionalidades sociais do que conscientemente esperaria.

Algures no meu passado tive um momento raro de lucidez e, sem dar conta, resumi toda a minha vida amorosa num título de um rascunho praticamente em branco:


«Meu bem, não é amor, é luxúria
Há que não nos iludirmos.»



De facto, nada mais há a acrescentar...



sábado, 28 de janeiro de 2017

O e-factura faz-me comichão



Não só sempre que acedo ao site, me corre um arrepio pela espinha abaixo e me lembro disto:




Como sempre que começo a percorrer os registos das facturas e a reparar em alguns dos nomes das empresas associadas me ocorre isto:





terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Outra vez arroz



Algo que está assente no meu local de trabalho é que a marcação de férias para o ano é apenas uma cortesia para termos a ilusão de controlo durante o processo.


Colega de trabalho: Então, já te chamaram por causa das férias? 

Eu: Já, já...

Colega de trabalho: Que semanas tiveste que mudar?

Eu: Deixa cá ver... ... ... foram todas...



quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Mais uma constatação sobre o frio que está neste país



Não, não tenho nenhuma foto do painel do meu carro com a temperatura, lamento. Mas não pude deixar de notar que hoje de manhã, quanto mais me aproximava do meu local de trabalho, mais a temperatura do carro baixava. Depois lembrei-me que na Divina Comédia um dos círculos do Inferno é suposto ser gelado e tudo passou a fazer sentido.


sábado, 14 de janeiro de 2017

Only Human



Westworld foi sem dúvida das melhores séries que vi nos últimos tempos. Não só porque assistir a Anthony Hopkins representar é sempre um privilégio, como também por toda a premissa em torno das questões da inteligência artificial ter permitido uma reflexão muito bem conseguida acerca da condição humana.



quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A minha casa é um lugar estranho


Viver com muita gente é algo sempre propício a momentos no mínimo sui generis, mas aqui na minha casa, por vezes, acho que há um esforço genuíno em ultrapassar a fasquia. Hoje de manhã, a caminho da casa de banho, cruzei-me com isto:




Tendo em conta que há meia hora atrás ainda lá estava, já não sei se não será afinal uma instalação artística de arte contemporânea. O que levanta dois problemas. 

1 - Não estamos a cobrar bilhete para o público vir ver a coisa. 
2 - Tenho hidroginástica amanhã e preciso da touca...


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Momento parvo do dia


Acho que descobri o segredo da fama e da glória para este ano. Basta criticar Donald Trump, esperar que ele, como bom bebé chorão que é, nos venha responder no Twitter com um "Quem diz é quem é! Espelho, espelho!", aguardar pelos milhões de visualizações em poucas horas, e ter como consequência a rede social de onde o fizemos a nossos pés com um contrato milionário para escrevermos ou dizermos umas idiotices de vez em quando.

Delirante, eu? Não vejo porquê?... 

Por isso cá vai: vamos ter um monte de esterco à frente do país mais poderoso deste planeta!

Pronto, agora é esperar.


Antevejo uma época magnífica para as redes sociais. Não tanto para o mundo real...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Actualização Tinderiana







Não, não há nada de novo... (ler aqui).


E depois de publicar isto, começo a sentir-me demasiado tentado em colocar a foto da aplicação exactamente assim...



domingo, 8 de janeiro de 2017

Um velho do jardim


Do alto do jardim vê-se toda uma parte da cidade. Velhos labirintos de ruas formados pelas brancas casas encosta abaixo desaparecem na muralha até dar lugar a campos verdes sem fim percorridos por estradas onde por vezes se vislumbram carros a passar. O céu cinzento ameaça cair sobre toda aquela paisagem enquanto um velho de olhar cansado e triste fita o horizonte sentado no muro mais próximo. Enquanto ajeita a boina no topo da cabeça, suspira e pega um lenço do bolso com o qual limpa a fronte, sem nunca retirar da paisagem o olhar perdido. Busca, quem sabe, na vastidão do cenário o fio à meada de toda a uma história de vida ou, talvez procura se a linha do horizonte se mantém no mesmo sítio.



(rascunho inacabado de 19/02/2013.
Trazer à luz do dia devaneios obscuros do passado
 é um exercício de introspecção no mínimo curioso.)



sábado, 7 de janeiro de 2017

Figuras incontornáveis


Disse algumas vezes em conversa, meio a sério, meio a brincar, que temos uma democracia à imagem e semelhança de Mário Soares. Tanto no que ela tem de bom, como no que tem de mau também.

Gostássemos ou não da personagem, no mínimo isso lhe devemos. Mário Soares morreu a 07-01-2017 aos 92 anos (ver aqui). Enquanto português só me resta esperar que aquilo que ajudou a criar dure muito mais tempo.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Problemas de malta mal paga


Não sei se sou só eu que ganho uma miséria, ou se o mercado de arrendamento em Évora está pornograficamente caro. Com estes preços, acho que com sorte consigo arranjar um buraco numa árvore bem aconchegante. 

Desde que comecei a pesquisar casualmente por uma casa decente onde um tipo possa viver sozinho, que finalmente muita coisa sobre a vida em geral começou a fazer sentido. Agora já percebo por que razão as pessoas se juntam. O amor é uma desculpa, as pessoas precisam é de ajuda monetária para sustentar uma casa! A sério, acho que encontro órgãos humanos no mercado negro bem mais baratos que um T0 sem água canalizada.

E depois temos o problema de não podermos confiar em nada do que aparece publicado por aí. Há uns tempos, vi um anúncio com o título "Casa Rústica no Campo", abri-o por curiosidade e nas fotos da casa só restava uma parede com musgo rodeada de vegetação. O primeiro pensamento que me ocorreu foi que ao menos é arejada, mas afinal o que estava à venda era o terreno para reconstruir a dita casa que já (ou ainda?) não existe.

E agora vou mas é continuar a babar-me para cima de anúncios de casas para as quais não tenho dinheiro, que por enquanto isso ainda não cobram.


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Long time no read


Vamos lá tirar o pó a este blog. Ainda se usa o Blogger? Confesso que nestes últimos tempos de apatia generalizada da minha parte, perdi um pouco a noção daquilo que "está in" no mundo virtual. Estava até à espera que me tivessem fechado a loja por falta de uso, mas parece que não.

Ainda fui tentando manter isto a rodar, mas a verdade é que a minha vida estagnou de tal maneira nos últimos anos, e eu deixei-me de tal maneira consumir por isso, que a vontade e a capacidade de escrever algo minimamente interessante foi sucumbindo aos poucos. É, no entanto, discutível que algo interessante e profundo tenha sido alguma vez aqui escrito, mas isso é toda uma outra história...

Na verdade, achei que não tinha nada já para dizer ou que alguém quisesse ler o que para aqui se escreve sobre a minha entediante vida e sobre a minha opinião sobre o dia-a-dia. E realmente, o que interessa o que penso? O advento das redes sociais veio enjoar-me um pouco em relação à ideia de toda a gente ter que ter a sua opinião "gritada" em público para toda a gente a aprovar numa chuva de likes automasturbatórios, e por isso fui-me "calando".

E ao calar-me, esqueci-me que na verdade abri a loja para bem da minha sanidade mental e para nada mais. Sim, porque nada mais explica a quantidade de posts embaraçosos espalhados por esta página fora.

Mas apesar de estagnado, a vida continuou, e muitas oportunidades de sublimar toda a frustração foram perdidas.  O trabalho no call-center continua também e foi, em parte, o maior responsável pelo estado de autocomiseração em que se tornaram estes últimos anos. A chegada aos 30 deu-me mais cabelos brancos e barba grisalha, e a constatação que o mais próximo que vou estar de ser uma personagem de BD é caminhar a passos largos para me parecer com o Dr. Strange ou com o Ra's Al Ghul (google it e vão perceber).

Acabei por conseguir instalar o Pokémon Go e, como toda a gente, depressa me fartei daquilo. As aventuras pelas aplicações de procura de parceiros amorosos têm sido um desastre como seria de esperar. Ando a fazer hidroginástica e a constatar que tenho menos resistência física que senhoras de 60 anos com artrite. E decidi oficialmente sair do ninho e começar a procurar casa para viver sozinho... Um dia destes... Talvez este ano ainda... Ou no próximo... Não há prazos mesmo...

E o que é que isto interessa? Nada! Mas vou tentar vir para aqui queixar-me de tudo isto mais vezes na mesma. 

Sem compromissos.