terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A um Ego perdido e assombrado

Por vezes duvido do porquê de te acobardares assim tanto perante a incerteza e o risco que te são apresentados. É que começo a conceber a malvada hipótese de que não tens assim tanto medo do sofrimento e da solidão causados por uma má jogada, como com tanta facilidade e leveza apregoas; mas antes temes sim a possível existência de um vislumbro, ainda que efémero, a um rasgo de pura felicidade que seja na tua vida. Seres feliz é para ti uma possibilidade aterradora e da qual nunca te consideras justo merecedor. Não lhe estás habituado, nunca lhe tomaste devidamente o gosto, e por isso pensas cobardemente que ninguém te poderá censurar por a colocares de parte, pois é certo e sabido que tememos o desconhecido e nos aconchegamos preguiçosamente ao teimoso, e ainda que desagradável, conformismo. Será por isso um caminho difícil e tortuoso o de aprenderes a lidar com a possibilidade da existência dessa estranha (alienígena até) realidade.

Difícil, mas não impossível.

3 comentários:

Bolacha disse...

Ah, porque é que escreveste sobre mim? :)

patrícia disse...

obrigado.

Metacrítico disse...

Bem, aparentemente há mais gente que o esperado a rever-se "neste ego". Por isso, olhem, repito a última frase do post: "difícil, mas não impossível".

O "ego" em questão vai tentar começar a fazer por isso. Boa sorte para vocês também! ;)