quarta-feira, 4 de abril de 2012

Um alentejano na Capital: o terceiro dia

Mais um dia de trabalho. Os músculos das pernas já não sabem o que é ausência de dor e anseiam pelo dia em que se encontrarão com uma balança e vejam se a recente actividade física forçada está a surtir, pelo menos, alguns efeitos (ver aqui).
De resto, dois pontos a salientar. O primeiro é que começo seriamente a desconfiar que o pessoal para estas bandas tem uma grave distorção da dimensão e densidade populacional do Alentejo. Já perdi a conta às vezes que me perguntaram se conheço determinada pessoa que também é duma terra qualquer no Alentejo ou que andou na Universidade de Évora. O segundo ponto prende-se com literatura. Aproveitei a hora de almoço para ir dar uma volta ao El Corte Inglés ver livros. Chego a um conjunto de estantes que dizem "Literatura Lusófona". Reparo que estão organizadas por autores. Reparo mais especificamente que o Eça de Queirós tem como vizinha a Margarida Rebelo Pinto. Nascem-me mais uns cabelos brancos com esta visão, viro costas e vou-me embora.

2 comentários:

pedro b disse...

isso da distorção da dimensão e densidade populacional do alentejo é fácil de comprovar. quando dizia que trabalhava lá, toda a gente me perguntava se não conhecia este ou aquele que era alentejano, independentemente de localidade.

Metacrítico disse...

É de facto um fenómeno fascinante, Pedro. =)