Das coisas que não podem faltar.
domingo, 16 de abril de 2017
quarta-feira, 12 de abril de 2017
É tudo uma questão de perspectiva
Quando oiço que os jovens de hoje em dia são uns vândalos, uns delinquentes, que não têm educação nenhuma nem respeito por ninguém, que são uma geração perdida, tenho sempre vontade de me rir. De me rir e de começar a citar sessões plenárias do parlamento:
«Quatro, ou, há quem diga, seis jovens mortos em desastres de Motorizada em Torremolinos; violências físicas, traumas psicológicos e como consequência dois suicídios de raparigas. Mobília destruída nos apartamentos de Torremolinos, distúrbios nas ruas e roubos muito especialmente nos supermercados onde os portugueses acabaram por ser controlados e impedidos de entrar, esfaqueamentos em Algeciras; tudo o resto e a anarquia que se seguiu pode ser imaginado facilmente pelos Srs. Deputados.»
Este é um excerto da Reunião Plenária do nosso parlamento do dia 08 de Abril de 1980 sobre mais uma de tantas viagens de finalistas. Pode ser consultado aqui.
Relativismo precisa-se. Urgentemente. O que não desculpa comportamentos deploráveis, mas ajuda bastante a colocar as coisas em perspectiva.
segunda-feira, 10 de abril de 2017
E ele tenta...
Ofélia quis um dia salvar o mundo. Na sua mente de criança imaginou mil e uma possibilidades. Foi médica, bombeira, polícia, heroína de banda desenhada, bióloga, geóloga, cientista louca, criminologista, psicóloga e activista. Ofélia quis um dia salvar o mundo, mas o raio do mundo não a salvou a si. Os dias foram por si passando, e, sem que desse conta, consigo os sonhos foram levando.
Ofélia agora observa apática o seu armário ao final da noite. Tem que decidir o que vestir para amanhã não se atrasar para o trabalho. Tem hora certa para dormir e hora certa para acordar. Todos os dias são iguais. Todos os dias são cinzentos. Tão cinzentos como a parede do cubículo onde trabalha intrincadamente colaborando, sem saber bem como, para a manutenção das engrenagens burocráticas de um Adamastor corporativo. Meio anestesiada, Ofélia despeja diariamente naquele cubículo cada gota do que foi, do que é, e do que alguma vez aspirou ser. Quando termina, volta sem vida a casa, seguindo o enxame de carros que se junta todos os dias na mesma direcção, e sem vida passa indiscriminadamente pela cozinha e senta-se só em frente a um ecrã onde alguma coisa está a acontecer, mas há muito que deixou de se preocupar com isso.
Pelo meio da anestesia e do sono, uma réstia de sanidade agita-a por momentos da penumbra. Pergunta-se como chegou ali, mas não obtém resposta. Olha à sua volta, e tenta fazer sentido de tudo isto até que os seus olhos caem sobre o relógio da sala. Por Deus! Deixou-se dormir e ainda não decidiu o que vestir para amanhã.
segunda-feira, 3 de abril de 2017
Bater no ceguinho - um contributo
Em relação ao polémico busto que se encontra desde há uns dias no aeroporto da Madeira, tenho apenas isto a acrescentar:
Tenham uma boa noite.
Here we go again...
Repito-me. Olho para trás e enxergo bem o que para trás ficou e vejo um loop interminável e entediante dos mesmos lamentos e frustrações, de tal forma emaranhados que já não se destrinçam uns dos outros. Estagnado indefinidamente no mesmo ciclo de autocomiseração, é nele que me aconchego. Confortável o desconforto familiar, mais que a incerteza do desconhecido para lá do padrão.
Repito-me...
quinta-feira, 30 de março de 2017
É tudo uma questão de perspectiva
A fasquia no meu local de trabalho está tão baixa que a simples passagem de uma adenda contratual a contrato definitivo é encarada como uma boa nova incrível.
Em termos práticos fico na mesma, com a única vantagem de não poder vir a ficar pior. A conta bancária agradece...
domingo, 26 de março de 2017
terça-feira, 21 de março de 2017
«É para o teu próprio bem»
Mentiras caridosas. Toda a nossa vida é composta de mentiras caridosas. Ou toda ela uma grande mentira caridosa em si mesma. E assim vamos na esperança de prosseguirmos anestesiados até ao fim dos nossos dias. Até ao momento em que temos que olhar a verdade de frente, encará-la bem nos olhos e acabar consumidos por toda uma dose de realidade tomada à força de uma só vez.
No fim de tudo, quando nada mais restar que a admissão do fim da nossa existência, não há consolo algum, não há aceitação do nosso destino. Estamos tão perdidos como da primeira vez que constatámos que um dia nada mais seremos que uma memória. Aqueles segundos do mais aterrador e angustiante pânico rapidamente abafados por um Superego que nos sussurra que "tudo ficará bem".
"Olha que espectáculo tão bonito... Ignora os bastidores".
sábado, 18 de março de 2017
quinta-feira, 9 de março de 2017
As consolas e eu
Confesso que, apesar de gostar muito de jogos de vídeo, nunca fui grande jogador. E para além disso, o meu passado de consolas consistiu até ao momento em adquirir as mesmas para constatar que meses depois haviam sido descontinuadas. Sentido de oportunidade nunca foi o meu forte, caso restassem dúvidas. E por isso desde a Nintendo 64 que não comprava uma. Até esta semana.
A nova Nintendo Switch deixou-me curioso e lá coloquei a minha conta bancária à prova, na esperança que seja desta vez que quebro o enguiço com as consolas. As potencialidades são bastante interessantes, a versatilidade dos comandos está a ser uma experiência positiva, e a nova funcionalidade de transição de modos entre portátil e fixa cumpre o que promete. E sejamos honestos, Nintendo, quando se lembraram desta ideia não foi para se poder ir para a rua jogar. Quem teve esta ideia foi garantidamente para poder ir à casa de banho sem ter que parar de jogar.
Foi, não foi? Admite-o, Nintendo!
Subscrever:
Mensagens (Atom)



