domingo, 4 de julho de 2010

After all there is still some humbleness

Admito que normalmente tenho uma visão exageradamente negativa do mundo e que algumas atitudes tomadas pela humanidade em geral me desapontam e fazem com que me seja difícil acreditar que é possível conseguirmo-nos superar intelectual e socialmente. E acredito também que em grande parte a religião, e tudo o que de negativo ela implica, seja uma das principais responsáveis por isso.

No entanto, atitudes como esta que foi tomada pelo Nathan e pelo seu grupo religioso numa parada do orgulho gay em Chicago (ver aqui), por mais ínfimas que sejam, são para mim uma lufada de ar fresco claramente inesperada e que me fazem voltar a ter esperança de que existe espaço para a tolerância e que certos dogmas, por muito entranhados que estejam nas sociedades, podem ser gradualmente combatidos. Essencialmente, a minha "fé" no ser humano foi um pouco restabelecida depois de ler aquele post, e é com um claro sorriso no rosto que volto a afirmar algo que já tinha aqui dito antes: o Mundo demonstrou que tem potencial para ser um lugar melhor.

Ainda assim, não quero com isto insinuar que a responsabilidade pelas formas erradas de agir ao longo da História é única e exclusivamente da religião e das pessoas associadas à mesma, e que com isto estou a querer "tirar a água do capote" por não ser religioso. Todos nós, no nosso dia-a-dia, certamente temos ou já tivemos comportamentos dos quais não nos orgulhamos. Eu pelo menos tenho. E é por acreditar que a atitude tomada pelo grupo referido acima transcende qualquer raça, credo, sexo e nível social, e que é um exemplo a seguir, que eu, um jovem adulto, agnóstico, sem quaisquer filiações partidárias e sem outras pretensões quero humildemente associar-me à mesma:


I'm sorry too!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Summer night

Por entre essa janela aberta, aquela que raramente abres para o mundo, contemplas a escuridão da noite com uma minúcia compulsiva. O vento ameno de mais uma noite de Verão afaga-te o rosto, mas nem isso te doma a inquietação pois, como dizia o outro, não há estrelas no céu. E perguntas-te quanto daquele vazio é teu também enquanto procuras desesperadamente por um sinal de luz, por mais ínfimo que seja, na vã esperança de que o breu da tua noite não dependa somente de ti.

sábado, 26 de junho de 2010

Sick of it

Se há coisa que me irrita nas pessoas é a necessidade que têm de valorizar o oculto, de desconfiarem da ciência e ao mesmo tempo acreditarem cegamente em tudo o que é inexplicável. Tira-me do sério a confiança exacerbada em bruxos, videntes, parapsicólogos, curandeiros, virtuosos, massagistas de credenciais duvidosas, e quaisquer outras designações sinónimas de charlatões, que prometem a resolução de todos os males de forma milagrosa ou através de produtos de origem não divulgada mas que são extremamente seguros pois são "naturais".

Felizmente existem por aí pessoas muito mais eloquentes que eu, e que tendo esta mesma frustração, a sabem expressar de forma muito mais genial. Senhoras e senhores, Tim Minchin:





Obrigado ao T. por mo dar a conhecer!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A abusar da sorte

É a segunda proposta de emprego, antes de terminar o curso, que recebo num espaço de meses. É a segunda proposta que recuso. E sempre a mesma razão: o timing não é o melhor, a prioridade neste momento é outra.
E das duas vezes achei que me iria arrepender no futuro quando já não existirem desculpas com as quais possa manter este complexo de Peter Pan.
Vamos ver.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

E uma cabeçada na parede, não vai?

Porque há dias em que apetece mandar tudo à merda, virar costas e pôr-me a andar.




segunda-feira, 21 de junho de 2010

É a pura da loucura

Sem ninguém esperar, Portugal fez espectáculo frente à Coreia do Norte. Vitória por 7-0.

E eu, no meio disto tudo, acho é interessante como no futebol as pessoas passam de bestas a bestiais, e vice-versa, com tremenda rapidez.




(A aguardar por vídeo com a Geografia correcta)

domingo, 20 de junho de 2010

Pequeno atrevimento

Não sou poeta. Digo-o com determinada convicção.
Não sei cantar o amor,
nem talento tenho para expressar a dor.
As palavras para mim mais não são
do que a directa transposição
desta que é a dura realidade.
Tão minha. Tão crua.
Tão nua.



(Porque os poetas, os puros, estão à minha volta. E é um privilégio poder "beber" deles)

sábado, 12 de junho de 2010

Idiotices

Sei que estou gordo quando, ao inclinar-me ligeiramente para um dos lados, parto a cadeira de escritório em que estou sentado.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Os loucos somos nós?

Lá no fundo, os loucos só querem que alguém os ouça. E por vezes descobrimos mais no discurso incoerente de um velho louco do que numa vida inteira de falsa sanidade.
Ontem a vida fez-nos o favor de nos abalroar da forma mais profética que conhece. E eu sinto que tive perante mim o conhecimento do mundo. Mas não sei se aprendi alguma coisa com ele, pois estou ainda atordoado com as pequenas grandes pérolas de sabedoria intrinsecamente espalhadas na sua loucura.


«O meu pai foi rei... e eu também. Éramos pastores.»

terça-feira, 1 de junho de 2010

"Quando eu quis falar, ela pôs-se a andar..."

"...tal o medo de ficar doente!"

Diabo na Cruz. Bico de um prego.