Começa amanhã a minha última semana de estágio, e mesmo assim nunca me custou tanto ter de fazer a viagem para lá como hoje. Felizmente na Antena 3 passou uma entrevista com o Manuel Cruz durante a maior parte do tempo do caminho, que me foi distraindo. Aquele senhor é de facto um génio. E nem de propósito, a música que passaram não poderia mesmo ser mais indicada. Porque há dias em que eu queria ser ninguém.
domingo, 28 de março de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
Farto
Estou verdadeiramente exausto de mim e dos meus tão particulares condicionalismos. Estou cansado de fingir que não me afectam ou que não comandam a minha vida como bem lhes apetece. Estou farto de ter medo deles, e de viver apavorado pelo que podem significar. Estou farto de remar contra esta maré que me leva sempre a melhor... Quero férias de mim, quero uma pausa no que implica ser eu. Quero paz.
segunda-feira, 22 de março de 2010
A lógica da batata
Acho curiosa a necessidade que os bancos, essas entidades recatadas que vivem em extrema penúria, têm de inventar taxas do nada. É caso disso, o Montepio, banco onde tenho conta, que inventou agora uma taxa chamada "Comissão de Manutenção", onde trimestralmente nos tiram dinheiro das contas à ordem, a partir do próximo dia 1 de Abril.
No entanto, quando questionados sobre esta taxa instantânea, os funcionários do banco apenas nos respondem que "é a nova política comercial da empresa". Como se isso fizesse toda a diferença. Mas a cereja em cima do bolo é mesmo o valor da taxa. Este simpático valor é tanto maior quanto menos dinheiro haja na conta. Ou seja, quem tiver pouco dinheiro na conta, vai pagar mais. E não há cá desculpas. Que se quer uma conta é para ter lá dinheiro, e muito! Andamos aqui a brincar, não?
Ainda assim, é dada uma oportunidade de ficarmos isentos desta comissão, oportunidade essa que passa por aderir a alguns produtos do banco. A perder é que eles não podem ficar, claro está. Mas sinceramente já estive mais longe de voltar à forma de guardar dinheiro que os meus avós utilizavam: de baixo do colchão. Aí, a não ser que os ácaros comecem também a cobrar comissões por nos guardarem o dinheiro, penso que estará tudo bem.
No entanto, quando questionados sobre esta taxa instantânea, os funcionários do banco apenas nos respondem que "é a nova política comercial da empresa". Como se isso fizesse toda a diferença. Mas a cereja em cima do bolo é mesmo o valor da taxa. Este simpático valor é tanto maior quanto menos dinheiro haja na conta. Ou seja, quem tiver pouco dinheiro na conta, vai pagar mais. E não há cá desculpas. Que se quer uma conta é para ter lá dinheiro, e muito! Andamos aqui a brincar, não?
Ainda assim, é dada uma oportunidade de ficarmos isentos desta comissão, oportunidade essa que passa por aderir a alguns produtos do banco. A perder é que eles não podem ficar, claro está. Mas sinceramente já estive mais longe de voltar à forma de guardar dinheiro que os meus avós utilizavam: de baixo do colchão. Aí, a não ser que os ácaros comecem também a cobrar comissões por nos guardarem o dinheiro, penso que estará tudo bem.
terça-feira, 16 de março de 2010
Porque até é a história de muito boa gente...
Há uns dias, em conversa com o T. e com o D., lembrámo-nos da tira que se segue. Hoje, por vários motivos lembrei-me dela novamente.
segunda-feira, 15 de março de 2010
In pain!
Não há nada como conduzir um carro durante mais de 150km acompanhado de uma valente dor nas costas para começar bem a semana.
sexta-feira, 12 de março de 2010
À beira de...
Cheguei a um ponto em que se me falam mais de formações ou de algo relacionado com formações, mais dia menos dia, tenho um surto psicótico.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Acho que me está a querer dizer qualquer coisa...
Começo a ficar preocupado com a quantidade de pessoas que andam a dizer que preciso de uma namorada, pelas mais diversas razões. Mas mais preocupado fico quando até o meu inconsciente já me grita a plenos pulmões sonhos persistentes de uma relação feliz e saudável com uma rapariga incrível que nunca antes vi na vida.
Dias "especiais"
Eu acho realmente piada à necessidade que a humanidade tem de criar dias especiais para tudo e todos os que têm tratado de forma miserável ao longo dos tempos. Será uma forma de pedir desculpas, e pronto, já temos a nossa obrigação feita. Como se o simples facto de criar um dia especial para algo mudasse muita coisa nos comportamentos das pessoas no resto do ano.
E não quero com isto descriminar esse ser fascinante que é a mulher neste seu dia "especial". Mas para mim faria muito mais sentido começarem duma vez a dar de facto oportunidades iguais a homens e mulheres, sem qualquer discriminação (salários, licenças de maternidade, etc.) e então depois disso tudo implementado e a funcionar, celebrar finalmente um dia para comemorar, não um dos sexos em particular, mas antes o marco histórico que seria o dia em que a plena igualdade de direitos entrasse em vigor. O dia da igualdade.
E não quero com isto descriminar esse ser fascinante que é a mulher neste seu dia "especial". Mas para mim faria muito mais sentido começarem duma vez a dar de facto oportunidades iguais a homens e mulheres, sem qualquer discriminação (salários, licenças de maternidade, etc.) e então depois disso tudo implementado e a funcionar, celebrar finalmente um dia para comemorar, não um dos sexos em particular, mas antes o marco histórico que seria o dia em que a plena igualdade de direitos entrasse em vigor. O dia da igualdade.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Nada
Maldita vontade de escrever.
Sentes a inspiração a correr-te apressadamente pelas veias, começa a comichão nos dedos, aquela terrível comichão que te inquieta daquele jeito incessante que tão bem conheces. E cedes à tentação. Agarras na primeira caneta que te aparece pela frente, puxas por uma folha do caderno e preparas-te para vomitar de uma vez todas as ideias que te atormentam desde que te conheces como gente. Mas nada sai. Nada nunca sai da ponta daquela caneta. Oh como tudo é tão mais elaborado dentro dessa mente! E como nada do que pensas consegue transpor intacto essa cela solitária que se tornaram os teus pensamentos. Odeias o que crias, tudo aquilo que produzes, tudo aquilo que fazes, é lixo. Estás preso. Amordaçado dentro de ti mesmo e não tens como o evitar. A frustração interna é tremenda. Gritas, barafustas, destróis tudo à tua volta até caíres exausto, ou até perceberes que tudo isso se passa ainda dentro da tua mente. Cá fora tudo está silencioso, tudo está calmo. A caneta continua apontada ao papel, à espera. O papel, esse, continua em branco, reflexo daquilo que és, daquilo que te tornaste.
Nada.
Sentes a inspiração a correr-te apressadamente pelas veias, começa a comichão nos dedos, aquela terrível comichão que te inquieta daquele jeito incessante que tão bem conheces. E cedes à tentação. Agarras na primeira caneta que te aparece pela frente, puxas por uma folha do caderno e preparas-te para vomitar de uma vez todas as ideias que te atormentam desde que te conheces como gente. Mas nada sai. Nada nunca sai da ponta daquela caneta. Oh como tudo é tão mais elaborado dentro dessa mente! E como nada do que pensas consegue transpor intacto essa cela solitária que se tornaram os teus pensamentos. Odeias o que crias, tudo aquilo que produzes, tudo aquilo que fazes, é lixo. Estás preso. Amordaçado dentro de ti mesmo e não tens como o evitar. A frustração interna é tremenda. Gritas, barafustas, destróis tudo à tua volta até caíres exausto, ou até perceberes que tudo isso se passa ainda dentro da tua mente. Cá fora tudo está silencioso, tudo está calmo. A caneta continua apontada ao papel, à espera. O papel, esse, continua em branco, reflexo daquilo que és, daquilo que te tornaste.
Nada.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Porque todas as conclusões vão dar aí...
Em consulta com a médica de família, entre a conversa sobre o que ando a fazer e sobre os problemas que me levaram lá.
Médica: Já há muito tempo que cá não vinha... E está mais gordo! Como é que se deixou engordar assim? Era tão magrinho...
Eu: É verdade... Quem diria, não é?
Médica: Então e tem namorada?
Eu: ... ... De momento, não.
Médica: Ah, pronto! Está explicado então.
Médica: Já há muito tempo que cá não vinha... E está mais gordo! Como é que se deixou engordar assim? Era tão magrinho...
Eu: É verdade... Quem diria, não é?
Médica: Então e tem namorada?
Eu: ... ... De momento, não.
Médica: Ah, pronto! Está explicado então.
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