segunda-feira, 2 de março de 2009

O Amor é parvo - Resposta ao desafio

O Raciocínico lançou um desafio a quem lhe apeteça responder e eu como nas próximas horas vou passá-las perante um dos meus piores pesadelos (um funeral) apetece-me falar de outras desgraças para desanuviar um bocadinho, neste caso tentar definir o Amor.

Eu sou com toda a certeza a pior pessoa para falar deste tema, pois sempre fui um grandessíssimo banana nesse assunto, tendo uma panóplia de exemplos pessoais em que sempre que esse acontecimento me bateu à porta aconteceu porcaria. Para já apanhei com as piores tampas que se podem apanhar (acreditem, qualquer uma das minhas bate as vossas aos pontos!). E depois nem falemos do meu último relacionamento, pois o desastre foi gigantesco e eu sou orgulhoso de mais para admitir que errei redondamente em algo que sempre pensei que não seria possível errar, na escolha das pessoas que se "ama" e no que se sacrifica por elas.

Mas pronto, isto tudo serviu para chegar onde pretendo, à minha justificação para o Amor. Pegando no meu triste e deplorável exemplo pessoal, sim existem motivos químicos e fisiológicos para a atracção/amor, mas principalmente existe uma necessidade humana por trás do mesmo, tão simples como a necessidade de comer. E para mim é claro, o Amor não passa de uma necessidade que surge da procura de interacção social, tão característica do ser humano. Nós somos seres essencialmente sociais, precisamos de afecto, de interacção com os outros, e o Amor será a necessidade máxima disso, ter alguém ao nosso lado que partilhe da nossa experiência mais íntima, que nos acompanhe na nossa jornada.

Daí que por muito que digamos que depois de uma relação terminada que não queremos mais ninguém, acabamos por cair outra vez no mesmo ciclo vicioso ao aparecer alguém que tenha paciência suficiente para aturar tudo aquilo que nós somos e o que isso implica. No fundo, temos medo de acabar sós, precisamos de alguém que saibamos que vai estar connosco, do nosso lado até ao último minuto.

Lamechas? Talvez, mas é por isso que o Amor é parvo, pois não passa de uma necessidade humana elevada a um sentimento divinal e mágico. E que de divinal e mágico pouco tem se o tentarmos esmiuçar, mas o mesmo acontece com tudo o resto que nós consideramos transcendental.

domingo, 1 de março de 2009

Tudo é efémero

Hoje voltei a cruzar-me com Ela. Há medida que percorro o tempo cada vez mais A encontro pelo caminho. "É natural" dizem, é a lei da vida, o que faz a terra girar, mas para o meu lado menos racional nada de natural tem.
Com Ela vem um cheiro a flores moribundas e um sabor a lágrimas que anunciam um arrastão de dor e sofrimento aos que com Ela não vão. E um desespero sufocante de assuntos do passado que não ficaram resolvidos, invade-me a alma sempre que A vejo chegar. Não consigo. Não sei lidar com Ela, arrepio-me sempre que A sinto assim tão perto, pois por muito que possa ser apaziguadora, não me conformo que a nossa existência se reduza a isto. Temo-a por me obrigar a encarar o quão insignificantes nós somos e o quão efémero tudo isto é, o quanto nós desperdiçamos o tão precioso tempo que temos. Por isso, sempre que A sinto por perto um desejo vão percorre os meus pensamentos: "Por favor deixa-me em paz, Morte".

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Bem-vindo ao Passado


Bem Vindo ao Passado - Donna Maria

"Já morri a morte certa
Já senti a fome apert'a dor
Já bati à porta incerta
Viajei de caixa aberta à dor
Pecado, fundido, queimado

Já desci lá em baixo ao fundo
Já falei com outro mundo...e então?
Já passei o limbo-limbo
Já subi ao purgatório...e vou
Zangado, bem-vindo ao passado
Pecado, arrependido, queimado


Zangado, bem-vindo ao passado
Pecado, fundido e queimado...


Zangado, bem-vindo ao passado
Pecado, arrependido, queimado"

Original dos GNR, mas aconselho vivamente esta

versão dos Donna Maria que está no seu último álbum.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Fornicar

A minha amiga está com um problema com o seu casal de ratos que não faz mais nada a não ser procriar como se não houvesse amanhã. E isto deu-me que pensar... acho que temos de reformular um pouco o senso comum, pois afinal não é a vida de cão que é boa, é a de rato.




Bem, o meu pai tem Rato como um dos seus apelidos... Does that mean there's hope for this "mouse" descendant?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Porquê?! (nº4)

Mas porque é que eu tenho a necessidade de carregar com as responsabilidades que não são só minhas acabando por me prejudicar pessoalmente?


Consciência filha da mãe...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Em memória do saber

Numa época em que a estupidez humana assombra sistematicamente o mundo, e em que essa mesma estupidez insiste em tentar impingir-se mais e mais como uma verdade absoluta e como científica, nunca é de mais recordar que há 200 anos atrás nascia Charles Darwin. E que devido a esse senhor podemos hoje considerarmo-nos gratos por nos ter ajudado a compreender melhor o que nos rodeia e também por manter a verdadeira ciência como ela deve ser, factual e empírica.


Charles Darwin (1809-1882)
Pai da Teoria do Evolucionismo, que até prova credível em contrário é considerada válida.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Deve ser castigo

Tenho andado bastante ocupado com trabalhos que não me têm dado muito tempo livre, mas mesmo assim, depois de alguma insistência, lá cedi e fui a um jantar de anos de uma amiga.

E o que ganhei em troca?

Acabei por ter de ficar num canto ao lado duma histriónica com ligeiros traços psicóticos que devia pesar perto de 100 quilos e que eu não conhecia de lado nenhum. Fiquei ligeiramente embriagado, pois pensei que se me mantivesse ocupado ela não se meteria comigo.

Não resultou.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Originalidade

Será a originalidade verdadeiramente genuína, algo novo e nunca antes pensado, ou não passará ela de uma simples reinvenção daquilo que já existe?

Porquê?! (nº3)

Porque é que a minha memória só é muito boa para fixar coisas inúteis?

Insanidades

E sentado na poltrona por entre a escuridão de um quarto vazio espero que o tempo pare. Que me deixe respirar uma vez mais.
Mas ele não pára e tudo passa, tão depressa que o seu ritmo me afasta e afasta. E quando vejo, aqui estou, perante algo que já passou e já não sei o que faço, o que quero, o que quis e para onde vou.