quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Razoavelmente mediano


Um cinzento, enfadonho e insonso  «assim-assim»

Está feito o cartão de visita.


quarta-feira, 29 de julho de 2015

«Não tenho estômago para isto»


Na minha vida há frases que estão cada vez mais literais...

E esta terá um cantinho especial na minha lápide.



quinta-feira, 16 de julho de 2015

Run, Forrest, run!


Ultimamente tenho sangrado tanto do nariz que começo a achar que isto na verdade é o meu cérebro a fugir aos poucos.


Daqui


terça-feira, 16 de junho de 2015

«You gotta rage against the dying of the light»


Às vezes é preciso.




E este senhor tem um vozeirão invejável.




sábado, 9 de maio de 2015

Sabes que estás velho...

... quando vais ver uma banda actuar e descobres que afinal aquilo é um concurso de bandas da JCP onde à porta tens uma criança pertencente a essa juventude partidária que te aborda perguntando se sabes o que é a CDU ou se já ouviste falar da coligação e do que esta representa e a tua única reacção é ficares com um sorriso afectado e incrédulo na cara enquanto na tua cabeça a única resposta que te ocorre é "Oh, my sweet summer child, não, tenho vivido debaixo duma pedra se calhar".

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Life goals


Sinto que estou a fazer algo bem na minha vida quando, enquanto espero pela minha vez para cortar o cabelo, reparo nas as revistas na mesa ao meu lado e concluo que não reconheço nenhuma das caras que lá aparecem.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Perdidos e achados


Todos os dias, quando estou a sair do trabalho, olho para trás e meto as mãos aos bolsos com a inequívoca convicção de que me estou a esquecer de alguma coisa. De que deixei algo para trás. Remexo nos bolsos até me aperceber que afinal foi só a minha alma.



domingo, 25 de janeiro de 2015

Por vezes acho que estas coisas só me acontecem a mim

É giro ter alguém a tentar criar um ID da Apple com o meu e-mail por engano.

Mas mais giro ainda é primeiro pensar que os mails constantes que estou a receber são algum esquema manhoso.

Depois passar a achar que se calhar até criei uma conta e já não me lembro dela nem do porquê da sua existência. Começar por isso a achar que deve andar um ranhoso qualquer a tentar usurpar a dita cuja.

Entrar definitivamente na conta e activá-la, perceber que afinal foi alguém que se enganou no e-mail ao ver ali toda a informação sobre a pessoa, como a morada e o número de telefone, e constatar que agora um tipo de Setúbal, com o mesmo nome que eu e que eu não conheço de lado nenhum, passou a ter o meu e-mail associado à sua conta.

Tentar apagar a conta desesperadamente até perceber que a Apple não permite que as contas sejam eliminadas.

Ponderar em usar os dados da pessoa que estão na conta para entrar em contacto e explicar que está a usar o meu e-mail por engano.

Entrar em modo paranóico e começar a achar que o tipo não vai perceber o que aconteceu e ainda vai pensar que sou eu que estou a tentar usurpar-lhe a conta.

Terminar a fazer a coisa mais humana que me ocorre: inventar outro endereço de e-mail parecido para a conta e passar o problema a outro. Com sorte acertei no endereço do homem.


#ΕίμαιΕλληνίδα



Estava genuinamente à espera que hoje todos fôssemos gregos...


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    EDIT 20h30
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Ideologias e partidarites à parte, uma liçãozinha de democracia nunca fez mal a ninguém (ler aqui).



sábado, 17 de janeiro de 2015

Medo do medo




Já irei certamente juntar-me bastante tarde à "discussão" do assunto, em parte porque tenho achado que não trago nada de novo ao mesmo, e em parte porque também não acho que interesse a alguém o que tenho a dizer sobre isto. E já muita "água rolou" sobre isto e muita coisa foi dita e opinada. As redes sociais são um fenómeno engraçado porque nos dão a ilusão que temos o dever de nos manifestarmos e indignarmos sobre tudo e que toda a gente nos quer e precisa ouvir ou ler (e, acima de tudo, concordar connosco). Mas encontrei o video acima recentemente e o que nele se passa mexeu profundamente comigo.

Preocupa-me que ainda não se tenha percebido que nesta história toda não está em causa se os conteúdos de um determinado jornal satírico são ou não ofensivos para alguém, ou se não será suposto que a própria definição de «sátira» seja precisamente colocar dedos em feridas e incomodar outros. Preocupa-me que ainda não se tenha percebido que não está em causa se é correcto ou não que se ache que quem põe em causa dogmas e os critique (independentemente de questões de bom gosto ou bom tom) esteja de certa forma a pedi-las, e  que se ache que tudo isto é justificável.

O que está em causa nisto tudo é o que está neste video. É a atitude "nós não temos nada a ver com isto, nem queríamos mostrar, desculpem se vos ofendemos, agora por favor não nos matem". A partir do momento em que um espaço noticioso se auto-censura evitando mostrar "toda a notícia" para não ferir eventuais susceptibilidades, é no mínimo caricato que ainda se ande a embandeirar liberdade de expressão, de opinião ou de informação e a falar em valores e princípios democráticos. Já os perdemos.

Isto tudo para dizer que o que me assusta neste video, o que me deixa completamente aterrado, é o próprio medo.