sexta-feira, 14 de junho de 2013

quinta-feira, 13 de junho de 2013

O Rei vai nú

No espaço de dois dias um homem foi julgado e condenado a uma multa de 1300 euros por esse crime gravíssimo, e presente no código penal português, de "insultar" o digníssimo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva (ler aqui). Para além da espantosa e louvável rapidez e determinação com que neste país a justiça está a agir em casos graves e sérios como este, enquanto leva décadas com casos menores e sem importância como os de pedofilia e corrupção, é curioso ver esta tendência que parece estar a surgir de levar à justiça qualquer pessoa que tenha o desplante de atacar o bom nome do nosso Presidente da República. Ou de apenas o chamar de palhaço (ler aqui). Não sei se será o senhor Bolo Rei que anda com a auto-estima muito afectada ultimamente ou se isto não passará de uma estratégia visionária do governo para assim conseguir finalmente receitas suficientes para acertar as contas públicas. É que com o pessoal todo desempregado ninguém consome e contribui para a economia, mas por compensação chamar nomes às figuras do estado irá sem dúvida crescer exponencialmente. É rendimento garantido.
Já ao senhor Presidente da República deixo um dos maiores ensinamentos que os meus paizinhos me deram enquanto me educavam. Para se ser respeitado é preciso dar-se ao respeito primeiro. Mas atenção, não estou de forma a alguma a tentar difamar a pessoa que ocupa o cargo de Presidente actualmente, longe de mim ousar uma coisa dessas. Até porque não tenho dinheiro para pagar a multa e poder ser preso durante 3 anos por isso é chato.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

sábado, 8 de junho de 2013

In the ghetto parte 2

Acabei de assistir a um tipo num carro fugir à frente da polícia a alta velocidade pelas ruas do bairro. Isto está a ficar bonito, está.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Momento lamechas do dia





E é isto. A (in)sanidade regressará dentro de "momentos".

Darwin tem sempre razão

Quando por vezes falo com algumas pessoas e me apercebo da profundidade a que a lógica do «cada um por si» e do «prefiro que todos se lixem, mesmo que acabe por me prejudicar também, desde que isso garanta que ninguém me passe à frente» está entranhada no código genético do ser humano, perco toda a fé na humanidade, e fico extremamente desapontado. Pelo menos, até constatar que tudo não passa apenas do mais básico instinto animal de sobrevivência e que, se fosse um bicho qualquer numa selva, ao pensar assim certamente que já teria há muito servido de refeição para alguém. Mas não estou numa selva, pelo menos no sentido literal do termo, e por isso, em vez de morto, continuo apenas desempregado.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Game of Thrones: The Rains of Castamere

Vi há pouco o nono episódio da terceira temporada de Game of Thrones, e assim que terminou fiquei pasmado durante uns bons minutos a olhar para o ecrã, tendo ficado mesmo boquiaberto, e logo a seguir fiquei genuinamente revoltado com os acontecimentos do final do episódio. Enquanto dizia em voz alta para mim mesmo «eles não acabaram de fazer isto!», constatei que é precisamente por isso que considero que esta é a melhor série que vi até hoje. Não me lembro de uma série de televisão conseguir não só apanhar-me completamente desprevenido, como também deixar-me perturbado e zangado com o desenvolvimento da sua história e com os próprios argumentistas. Desapontado, sim, houve várias que o conseguiram. Mas a este ponto, não. E é isto mesmo que tem de interessante para mim, pois, tal como na vida real, nada é sagrado, tudo pode de facto acontecer e nem sempre os "bons da fita" têm os finais felizes a que teriam direito. E o mais engraçado é que tudo isto se passa numa série de "fantasia", da qual a realidade não podia estar mais distante. Só por isso é brilhante.

A todas vós


Passadas e futuras.



sábado, 1 de junho de 2013

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A idade não perdoa

Em 2004 fiz 18 anos e como presente os meus pais ofereceram-me um telemóvel à minha escolha. Não sou esquisito com telemóveis, contento-me com que façam chamadas, mas tinha uma condição. Tem de ser um Nokia, que os bichos são resistentes como tudo. E assim foi. Chegado à loja, o jeito todo estiloso do 7260 preto piscou-me o olho, e está comigo até hoje. As teclas já estão quase todas gastas, o símbolo de mensagem de voz apareceu há uns meses do nada e teima em manter-se no ecrã, e há uns dias que começa a acusar cansaço e ameaça, pelo menos, ficar senil. É com uma enorme pena que constato que, mais tarde ou mais cedo, vou ter de me desfazer dele. Engraçado como, com o passar dos anos, nos acabamos por afeiçoar a determinados objectos inanimados que nos acompanharam ao longo dos anos e de vários momentos marcantes. O fim do secundário, a aventura universitária, as peripécias amorosas, as amizades e pessoas com quem me cruzei e que acabaram com os seus contactos ali registados... O meu 7260 é uma relíquia, um símbolo de uma juventude que, tal como o objecto em si, ameaça desaparecer a qualquer momento. E é por isso que a perspectiva da sua morte anunciada me entristece e deixa demasiado nostálgico.