Eu gosto bastante do livre debate de ideias e da discussão de temas de forma inteligente e construtiva em que ambas partes tentam defender a sua opinião de modo racional e lógico. Acredito mesmo que é algo fundamental para a manutenção de uma sociedade democraticamente madura e saudável. Costuma até ser esse o meu factor de decisão para apoiar um ou outro lado, a lógica, a racionalidade, e o "bom-senso" argumentativo. Por isso, no que se refere à "polémica" novidade da co-adopção por casais do mesmo sexo, quando o rol argumentativo de um dos lados se resume à idiotice e ao disparate, insinuando mesmo que esses casais só querem adoptar crianças para criarem os seus futuros parceiros sexuais (ler aqui), faz com que o meu "trabalho" de tomar posição fique consideravelmente facilitado. Isto, para além desse género de argumentos acabarem por me dar uma noção preocupante do que vai nas cabeças das pessoas que os proferem.
sábado, 18 de maio de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
"Modernices"
«Bang with Friends é uma aplicação do Facebook que se propõe levar gente directamente para a cama sem passar pela sedução»
In Jornal i (ler aqui)
A minha reacção a esta notícia foi pensar que eu ainda sou do tempo em que isto era coisa para "dar um trabalho dos diabos", mas após alguma ponderação cheguei à conclusão que o meu problema poderá não se prender com uma questão de época.
(Ah espera, era suposto tentar ser mais optimista...)
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Vamos ao próximo
É caso para dizer «Porra, que às vezes é difícil encontrar um livro nesta cidade!»
Porque consta que ultimamente preciso encarar a vida com um pouco mais de optimismo.
domingo, 12 de maio de 2013
«Ninguém escreve à Alice»*
«Era outono e a tristeza
Caía naqueles lados
Como se dobrassem sinos
Com um toque de finados
O mundo chamava Alice
E ela sem vontade de ir
Tão cedo para estar amarga
Mais ainda para cair
Talvez uma só palavra
Talvez um simples motivo
Pudesse mudar a agulha
Dum coração à deriva
Mas o carteiro passou
Nada deixou nada disse
E o recado não chegou
Ninguém escreve à Alice
Ninguém escreve à Alice
Até que veio o inverno
Do seu descontentamento
Que lhe enregelou a alma
Com um frio mudo e lento
E uma noite foi para a rua
Com roupas de ritual
Ao longe brilhavam néons
Foi notícia no jornal
Talvez uma só palavra
Talvez um simples recado
Pudesse mudar a agulha
Dum coração desvairado
Mas o carteiro passou
Nada deixou nada disse
E o recado não chegou
Ninguém escreve à Alice
Mas o carteiro passou
Nada deixou nada disse
E o recado não chegou
Ninguém escreve à Alice»
*Esta mostrou-ma há pouco o D. Obrigado, camarada.
Pequenas Curiosidades
Nestas coisas do futebol (coisa estranha da minha parte, ando a falar muito em futebol ultimamente sem perceber nada do assunto) costuma ser habitual haver sempre determinados seres vivos, cuja condição de humano é claramente duvidosa e discutível, que "não sabem perder". Aparentemente também existem agora aqueles que não sabem ganhar (ler aqui).
Mas continuemos entretidos com isto do futebol, que cumpre a sua função distractora, que entretanto o governo lá convocou mais um conselho de ministros de emergência para hoje. Com sorte, pode ser que ninguém se lembre deles tão cedo.
Verborreia escrita
Quero escrever qualquer coisa. Apetece-me. E nestes últimos tempos a vontade para alguma coisa tem sido tão escassa que quero aproveitar para ver se o ciclo se quebra de vez. Por isso deixa-me escrever, mesmo que seja uma bosta. Mesmo que seja forçado e feio e amanhã te apeteça apagá-lo com vergonha que alguém repare. Quero escrever, por exemplo, que a derrota do Benfica esta noite que passou me deixou triste. Não por ser um adepto ferrenho ou troglodita para quem o futebol é pior que um fundamentalismo religioso qualquer - nem sei quem são metade dos jogadores e só conheço o treinador porque estão sempre a gozar com o senhor por causa da sua falta de eloquência - mas porque senti naquela derrota algo de familiar, um sentimento de inevitabilidade - no fim, dê por onde der, o Porto ganha sempre; consta que é limpinho. Sentimento esse que acaba por encontrar paralelo com aquela sensação de vazio sufocante que volta e meia surge de novo e termina em inércia exasperante, pelo menos até encontrar algo novo que me consiga entreter. Lá no fundo, o meu problema - para além de ser parvo - é que tenho de ir arranjar mais livros para ler, que o último até era extenso, mas já se acabou, e assim manter-me entretido o tempo suficiente para não conseguir vislumbrar a realidade onde estou enfiado e da qual não consigo e não vejo como sair. De tal maneira que passei todo o dia de ontem e de hoje a ponderar seriamente numa candidatura para me pirar para Marte dentro de 10 anos e sem bilhete de regresso, na vã esperança de assim dar finalmente algum significado profundo a esta existência solitária e deplorável que tenho vindo a arrastar sem direcção ao longo de todos estes anos. Aí sim, lá deixaria de ser considerado um inútil e já ninguém poderia vir com a lengalenga de que «é preciso sair da nossa zona de conforto». Como se ter quase 27 anos e continuar sem quaisquer perspectivas de futuro, a depender de terceiros para viver, e sem conseguir a merda de um trabalho qualquer, mal pago que seja e a fazer o que bem quiserem, é algo bastante confortável e a que qualquer malandro como eu obviamente aspira e com o qual sonha ardentemente. Por isso a culpa é minha e apenas minha, só pode ser minha. Porque não quero emigrar ao desbarato para parte incerta por não ter dinheiro para me sustentar lá fora, ou porque não quero ser da moda e cool e ser "empreendedor" criando o meu próprio negócio - ou melhor, business, que em inglês é mais in - por não ter qualquer ideia rentável e, mais uma vez, por não ter dinheiro suficiente e não querer ficar falido em menos de nada. Desculpas, meu menino! Tudo desculpas! E é por isso que o jogo do Benfica me deixou triste e letárgico, pois por mais que tenhas feito tudo o que te era possível, por mais que tenhas sido sempre exemplar e excepcional, no fim perdes na mesma. É inevitável.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
'bora para Marte?
Porque quando temos de diariamente ser confrontados com um país que insinua que não nos quer nem precisa de nós para nada, a vontade que dá por vezes é mesmo de fugir deste planeta e nunca mais voltar (ler aqui).
terça-feira, 7 de maio de 2013
Constatações de inutilidade
Tenho quase 27 anos em cima e ainda não consigo aparar a barba de forma decente e que não pareça que fui atacado por um animal. Lá terei de continuar a ficar-me alternadamente pelas variantes "sem barba" e "naufrago".
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Eu, a Bricolage e a Bicharada não nos amamos
Finalmente, depois de muito pedir e lutar contra as noções de estética da minha mãe, pude instalar uma rede de insectos na janela do meu quarto (a palavra "mosquiteira" é feia e nem eu nem, aparentemente, o corrector ortográfico do meu browser gostamos dela). Desde que me lembro de ser gente que não houve uma única época solarenga livre de mosquitos, moscas, abelhas, vespas, gafanhotos, osgas e demais seres das famílias dos insectos e repteis, a entrarem por aqui a dentro quando bem lhes apetece (não, não vivo numa selva. Já os meus vizinhos do lado é outra história).
O único senão foi que levei tanto tempo a montar isto (acho que bati um recorde de erros de medição) que, quando de facto terminei, a bicharada estava toda do lado errado da rede. Por isso, só me restou fazer a única coisa sensata e humana numa situação destas: pegar no aspirador e aspirá-los todos.
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