sexta-feira, 3 de maio de 2013

terça-feira, 30 de abril de 2013

Ai a vida, a vida...


«A vida, meu jovem, é uma mulher, uma mulher deitada, de seios opulentos e apertados, ventre alvo e generoso entre as ancas largas, braços delicados e coxas cheias, que, de olhos semiabertos, exige de nós, em tom formidável e cínico desafio, o empenho mais fervoroso e a virilidade mais pujante, que perante ela irão subsistir ou naufragar…»

In 'A Montanha Mágica', de Thomas Mann

Sinais dos tempos*

Na televisão, durante o jornal da tarde aparece um rodapé em letras garrafais

«ÚLTIMA HORA: ESTRATÉGIA ORÇAMENTAL APROVADA»

e aquilo que eu imediatamente leio é

«TRAGÉDIA ORÇAMENTAL APROVADA».






*Ou da minha senilidade galopante

segunda-feira, 29 de abril de 2013

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Constatações do dia

Hoje é dos poucos dias neste país em que nos é permitido celebrar sonhos e utopias. Mas enquanto observava as celebrações de cantigas revolucionárias e de foguetes, reforçados e prolongados oportunamente em ano de eleições autárquicas para manter o povo entretido, satisfeito e esquecido, reparava no sabor a vazio e a incompleto daqueles festejos e na sensação de «é preciso que algo mude para que tudo fique na mesma» que se respirava por ali. Hoje, neste país, celebra-se acima de tudo o dia da Memória, da memória não só de todo o progresso que alcançámos, mas principalmente de tudo aquilo que ficou por cumprir, de todo um esforço colectivo surripiado pelo tempo e pela nossa malfadada chico-espertisse que cada vez mais parece querer fazer-nos acreditar que tudo terá sido em vão.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Vida


É tudo uma questão de perspectiva (ver aqui).

terça-feira, 16 de abril de 2013

Não o diria melhor



Alguém veio parar há bocado a este espaço da seguinte maneira:

Ali no meu sitemeter


Finalmente, o meu trabalho por aqui está feito.


Son, I am disappoint

Ando eu para aqui a queixar-me que o Sol não há meio de aparecer (aqui) e quando este finalmente aparece e vem alegadamente para continuar por cá, o que faço é ficar fechado em casa durante os últimos cinco dias. «De amanhã não passa», digo eu à minha pessoa, ao mesmo tempo que isso me provoca riso, não só por já o andar a dizer há cinco dias, mas principalmente por estar a dar como garantido esse místico «amanhã» que ocorrerá um dia, uma prova clara de que não ando a aprender nada com as divagações filosóficas sobre a natureza do tempo, presentes no livro com que ando a entreter esse mesmo tempo.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Withdrawal?

Descobri há pouco por acaso que o Google Maps já tem street view em Évora e tenho estado a última hora embasbacado a percorrer a cidade através daquilo, incluindo a rua onde moro, e não sei se é por a ter ali toda à distância de um clique ou se é por as imagens estarem todas ausentes de chuva e apresentarem aquela coisa que não se vê há muito tempo chamada Sol.