Ando eu para aqui a queixar-me que o Sol não há meio de aparecer (
aqui) e quando este finalmente aparece e vem alegadamente para continuar por cá, o que faço é ficar fechado em casa durante os últimos cinco dias.
«De amanhã não passa», digo eu à minha pessoa, ao mesmo tempo que isso me provoca riso, não só por já o andar a dizer há cinco dias, mas principalmente por estar a dar como garantido esse místico
«amanhã» que ocorrerá um dia, uma prova clara de que não ando a aprender nada com as divagações filosóficas sobre a natureza do tempo, presentes no livro com que ando a entreter esse mesmo tempo.