domingo, 3 de março de 2013

Oh Mãe, estou na Net!



Eu apareço neste vídeo... Ou será que apareço mesmo? Como isto é um blog anónimo não têm outro remédio se não acreditar na minha palavra. De qualquer das formas, está aberta a caça ao Wally. Eu voto na senhora de meia idade de chapéu branco na cabeça!





P.S. - Este post tinha muito mais piada antes de constatar que mais de metade das pessoas que aqui costumam vir conhecem-me e podem confirmar se de facto apareço no vídeo.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Antes que me esqueça e o tema passe de "moda"

Estava aqui ainda a faltar a devida homenagem de despedida ao Papa Bento XVI.



Vai pela sombra!

Do ridículo

«Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)»

Álvaro de Campos, 21/10/1935

«Calhou cocó»

Ainda com a frase da constatação a remoer-me o espírito, dirigi-me ao bar para pedir uma segunda bebida. Quando conduzo nunca peço mais que uma, mas desta vez a situação assim o exigia. Precisava dos conselhos do fundo do copo.

Eu - Hey! Não reparei que estavas aí. Força, podes pedir, já estou servido.
E. - Até pedia, mas a senhora fugiu-me...
Eu - É... Costuma acontecer-me com frequência.

E assim, lá se me escapou por entre os dentes o verdadeiro estado de alma. Valeu-me, quem sabe, o facto de a pessoa não ter nada com o assunto e não ter percebido de que raio estava eu a falar.

Estou cansado de ver a mesma história repetir-se uma e outra vez, e de que acabe sempre da mesma maneira, por mais que as situações sejam inicialmente diferentes. Sempre o mesmo padrão que me acaba por levar à velha auto-comiseração. Por isso já chega. Esta termina já aqui antes de começar sequer. Desisto. Nunca mais.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Por este andar serei imortal!


«Pessimistas vivem mais tempo e com mais saúde»
In TVI 24



Está bem que o estudo é especificamente sobre idosos, mas um dia também serei velho, não? ... Ou estou a ser demasiado optimista?

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

I'm just a dribbling fool

Resumindo, normalmente é isto que se costuma passar. Tirando a parte da sofisticação, claro está.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Soon...

Blhec

Acabei de me candidatar à função para a qual sempre disse que não tenho jeito nenhum e que só o faria em caso de desespero, e o Facebook passou o dia inteiro a indicar-me a minha ex-namorada como uma «pessoa que eu talvez conheça».

Acho que vou sair e cortar o cabelo. Mesmo que nada mude para melhor, pelo menos costuma ser catártico e sempre fico com menos aspecto de sem abrigo.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Ainda as séries

Outra que também é muito boa e está quase, quase a regressar é Game of Thrones


Quatro paredes

Não consigo mais enfrentar estas quatro paredes. As mesmas onde tantas vezes procurei refúgio, e onde os dias se iam passando enquanto observava e vivia o mundo pelo lado de dentro da única janela que lhes dá luz. Agora apenas me sufocam. Agora o impulso é de fugir delas a todo o momento e vaguear perdido pela cidade, sem destino a lugar algum, e andar, andar até não ter mais fôlego. Enquanto ando, não penso, apenas observo «as casas, os carros, as pontes, as ruas» e as pessoas que por mim passam, na vã esperança de, por obra do acaso, me deparar com os teus olhos mais uma vez. Todas as minhas saídas não passam disso, na verdade, de ter uma desculpa para talvez te encontrar e poder contemplar de novo esses olhos cheios de juventude, de esperança, de garra e de brilho quando falas daquilo que amas. É que, lá no fundo, o que eu quero mesmo é que os teus olhos um dia brilhem assim quando falares de mim e sejam enfim aquilo que finalmente preencha o vazio. E é por isso que todos os dias percorro a pé esta cidade de uma ponta a outra e só quando já não posso mais volto então ao sufoco destas quatro paredes.