E são vinte e seis. Vai por extenso que por alguma razão, "dói-me" menos assim. Mas crises existenciais sobre o mau aproveitamento do tempo que passa à parte, este ano tenho constatado que "conheço" muita gente a fazer anos em Dezembro e como a minha realidade, para mim, é lei universal, pergunto-me sobre qual será a razão para haver tanta gente a procriar nove meses antes, ou seja em Março. Será do tempo?
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
domingo, 16 de dezembro de 2012
Olha, afinal parece que já não aguenta
O Sr. Ulrich parece que se insurgiu contra umas declarações do Primeiro-Ministro por causa de futuros cortes nas pensões "mais elevadas" (ver aqui). Confesso que não sei bem o que se passou, a única coisa que ouvi sobre o tema foi o meu avô comentar que o PM parecia alcoolizado, pois «estava com conversas de bêbado, e aos gritos como um».
No entanto, não deixa de ser sempre bonito de se ver quem canta de alto - como é o caso do Sr. Ulrich que há uns tempos atrás, sobre se o país aguentava mais austeridade, disse «ai aguenta, aguenta!» - mudar de opinião assim que lhe ameaçam ir ao bolso também.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Take 2
Sai do quentinho do metro e sobe as escadas para o Saldanha. O frio esbofeteia-lhe a cara enquanto prossegue calmamente pela Avenida como um fantoche arrastado, quem sabe a ver se encontra alguma reacção espontânea. Tudo parece cinzento e distante, e falta sabor naquele quadro. Os dias parecem-lhe um déjà vu constante de um sonho mal dormido. Regressa a casa, o sol já se foi há algum tempo e o frio volta a fazer-lhe companhia. É amanhã. Amanhã o seu futuro será decidido e reza para que lhe apontem o caminho fácil. Está farto de decisões difíceis, de ter de escolher entre o menor dos males e, principalmente, desta maldita dormência. Mas agora não quer mais saber. A cama espera-o e não lhe promete nada mais que um conforto provisório. E isso, por agora, chega.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Há sempre espaço para piorar
(Uma amiga a "puxar pela minha auto-estima" por causa de uma foto que coloquei no livro das caras)
«Ainda não estás de deitar fora»
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Trivialidades
Acredito piamente que o quarto onde durmo em "Lisboa" seria um óptimo local para instalar uma morgue sem a necessidade de qualquer sistema de refrigeração. Ali está tanto frio que os mortos certamente não entram em decomposição. E o que se pouparia em conta de electricidade e em arcas frigoríficas faria daquilo um negócio rentável. Ou ainda mais rentável do que já é, que isto dos mortos deve ser negócio garantido para a vida inteira...
Hmm... Acho que acabei de encontrar uma vocação. Vou pensar melhor nesta oportunidade ali para a zona de confluência das correntes de ar polares que fica entre as mesas de cabeceira. Boa noite.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
«Vira o disco e toca o mesmo»
Mais um que não sabe o que fazer comigo. E depois admiram-se que eu desista de os ir consultar.
sábado, 1 de dezembro de 2012
Com um dia de atraso
Aqui fica a devida "homenagem" aos imperfeitos.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.»
~ Poema em linha recta, Álvaro de Campos
(Fernando Pessoa,13/06/1888 - 30/11/1935)
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