segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Há sempre espaço para piorar

(Uma amiga a "puxar pela minha auto-estima" por causa de uma foto que coloquei no livro das caras)



«Ainda não estás de deitar fora»

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

«Lets put tha creame number faive!»

Proficiência em Inglês, onde raios foste tu parar?

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Trivialidades

Acredito piamente que o quarto onde durmo em "Lisboa" seria um óptimo local para instalar uma morgue sem a necessidade de qualquer sistema de refrigeração. Ali está tanto frio que os mortos certamente não entram em decomposição. E o que se pouparia em conta de electricidade e em arcas frigoríficas faria daquilo um negócio rentável. Ou ainda mais rentável do que já é, que isto dos mortos deve ser negócio garantido para a vida inteira...

Hmm... Acho que acabei de encontrar uma vocação. Vou pensar melhor nesta oportunidade ali para a zona de confluência das correntes de ar polares que fica entre as mesas de cabeceira. Boa noite.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

«Vira o disco e toca o mesmo»

Mais um que não sabe o que fazer comigo. E depois admiram-se que eu desista de os ir consultar.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Com um dia de atraso

Aqui fica a devida "homenagem" aos imperfeitos.


«Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.»

~ Poema em linha recta, Álvaro de Campos
(Fernando Pessoa,13/06/1888 - 30/11/1935) 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Resumo da semana

Muito simples: como me perder em Leiria sempre que pego num carro.

Entretanto, de regresso a Lisboa. Amanhã Évora espera-me ao fim do dia.


E, depois disto tudo, acho que não vou querer pegar num carro tão cedo.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Nem tudo é mau

De facto não é. Por vezes as minhas colegas de trabalho não ligam ao stressadinho que sou normalmente com o trabalho e dedicam-me músicas como esta:

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

"Só estou bem onde não estou"

Nos últimos tempos a ambivalência tem sido companheira. Nuns dias penso "que se lixe esta merda toda, não aguento mais isto, vou-me embora daqui no final do ano e depois logo se vê", noutros "se calhar é melhor não, que isto se calhar não é tão mau e eu é que estou a exagerar, e aqui ao menos supostamente vão pagar-me um salário". E assim tenho andado, como um amigo já mencionou, divido na escolha entre «ter um salário ou manter a saúde mental», sem saber o que terá mais valor nos tempos que correm, e certamente assim ficarei, quem sabe, até ao dia em que isto quebra de vez e deixa de haver por onde escolher.

No meio disto tudo, o que eu sei mesmo é que os The Black Keys vêm a Lisboa no dia 27 de Novembro (ver aqui) e eu, pois claro, tenho de ir trabalhar para Leiria nessa semana. E isto sim é quase motivo para pesar na demissão da minha pessoa.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Sou uma pessoa horrível

Desde que vim para Lisboa que eu me queixo de nas enchentes e apertos dos transportes públicos só ter homens ou velhas gordas em cima de mim. Ainda ontem, na greve, fui a viagem toda esborrachado contra o vidro do autocarro por ir a servir de encosto a um senhor anafado. Mas eis senão quando as minhas preces foram ouvidas, para mal dos meus pecados... Hoje na viagem de metro da manhã fui finalmente "recompensado" e tive duas belas jovens a quererem (ou melhor, a não terem outra alternativa do que) desafiar as leis da física com a minha pessoa. Digamos que uma delas foi a viagem toda a uma distância inapropriadamente próxima da minha pessoa. Mesmo muito próxima. Mesmo, mesmo muito próxima. E foi... foi... foi bastante confrangedor...

Moral de toda esta história: ando há demasiado tempo em "privação" e nunca mais me queixo na vida.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O que práqui vai!

Durante todo o dia não tive qualquer contacto com qualquer forma de media. Pelos vistos Lisboa esteve em estado de sítio e eu nem dei por nada (ver aqui e aqui).