sábado, 27 de outubro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
«Fasting love will lead us all to nowhere»
Hoje é dia de vasculhar pelas memórias musicais. E hoje limpo o pó a esta e ao seu título.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Acho que também vou precisar de um
No meio disto tudo, o Paulo Portas é que foi esperto. Com tudo à nossa volta a afundar-se, o melhor é mesmo precaver-nos com um submarino ou dois.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
It means something
Hoje o metro ia cheio. No meio das pessoas com as quais sou forçado a ter contacto íntimo para tentar apanhar o autocarro que me deixe mais cedo em casa, apercebo-me das luzes que reflectem a triste cena nos vidros das portas. No meio daquela gente noto um reflexo familiar. No meio do reflexo daquela multidão comprimida, vejo o meu pai com ar sério e taciturno. Tal avistamento deixa-me confuso e baralhado durante escassos segundos, pelo que olho mais atentamente em busca de confirmação e acabo por constatar que aquele reflexo é na verdade meu.
domingo, 14 de outubro de 2012
Ponto da situação desabafado
Perdoem-me o desabafo lamechas, mas preciso orientar ideias. Estes meses têm sido meses de aprendizagens. A todos os níveis.
A primeira é que gosto de Lisboa, apesar de achar que tudo está longe de tudo, mesmo com essa invenção fantástica que é o metropolitano. Constatei é que gosto dela pelas razões erradas. Aqui sou verdadeiramente ninguém, completamente invisível, tanto pela imensidão de desconhecidos que se cruzam diariamente como pelo facto de ninguém querer saber de ninguém. Fascina-me como toda a gente vai por aí no meio desta multidão fechada no seu mundo, alheia a tudo o resto. Gosto de Lisboa por isso, sinto-me um miúdo com a sua lupa a seguir um carreiro de formigas para lado algum.
A segunda é que Évora é afinal um pedaço de mim que não consigo deitar fora. Faz-me bem o seu sossego, a sua paz, preciso do nada que acontece a todo o momento. Gosto de me preocupar com ela e de acreditar que faço lá falta, sabe-se lá para quê.
A terceira é que me enganei a mim mesmo. Durante cinco anos da minha vida acreditei piamente que este era o meu caminho, que ter boas notas no curso que escolhi, gostar dele, só poderia ser um sinal que tinha acertado e que era este o futuro a seguir. No entanto, a realidade de trabalho começa a revelar-se uma desilusão e acho que não sirvo para isto, que não sou tão bom como pensei que poderia ser. Na verdade acho que isto não sou eu e a realização disso deixa-me de rastos. Mudar de rumo já me passou pela cabeça, mas não tenho para onde, nem para o quê, nem para quem. Ao contrário de toda a gente à minha volta, não sou bom em nada, não tenho talento para nada, nem há nada que goste de fazer, nem nada que me consiga imaginar fazer. No fim de contas, não tenho para onde me virar, o que me leva à quarta e última aprendizagem:
Não passo de um preguiçoso inútil com medo de agir para não falhar quando na verdade já falhei no mais importante. Viver.
sábado, 13 de outubro de 2012
É só cansaço...
«O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...»
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...»
~ «O que há», Álvaro de Campos
Pára tudo!
Então quer-se dizer que para o ano, entre segurança social e aumento do IRS, lá se vai na prática quase metade do salário? (ler aqui) Isto se ainda tiver um nessa altura...
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Foram tantas que lhes perco a conta
Ontem, em momento de nostalgia musical com a S., antes da fasquia descer para níveis vergonhosamente baixos (tesourinhos que não lembram ao menino Jesus!) relembrei-me que há muito, muito tempo tive eu uma pequena paixoneta por esta senhora até "lhe perder o rasto".
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