sábado, 13 de outubro de 2012

É só cansaço...

«O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...»
~ «O que há», Álvaro de Campos

Pára tudo!

Então quer-se dizer que para o ano, entre segurança social e aumento do IRS, lá se vai na prática quase metade do salário? (ler aqui) Isto se ainda tiver um nessa altura...

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Foram tantas que lhes perco a conta

Ontem, em momento de nostalgia musical com a S., antes da fasquia descer para níveis vergonhosamente baixos (tesourinhos que não lembram ao menino Jesus!) relembrei-me que há muito, muito tempo tive eu uma pequena paixoneta por esta senhora até "lhe perder o rasto".



sábado, 6 de outubro de 2012

Isto lá no fundo é tudo uma grande comédia

Olá, sou especialista em juventude, estando a tirar neste momento uma pós-graduação em idade adulta, mas já a pensar num doutoramento em velhice no futuro. Não se arranja por aí também um tachinho no estado por 3 mil euros, não? (contexto aqui). 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

É de facto muito simbólico

Num país já ele completamente de "patas para o ar", hastear um dos símbolos desse mesmo país de cabeça para baixo precisamente nas últimas comemorações oficiais da instauração da sua república em que haverá feriado, é no mínimo poético (ler aqui).


in expresso



P.S. - Parece que hastear uma bandeira ao contrário, de acordo com os códigos militares, significa que o local foi tomado pelo inimigo. 

...

Depois disto, não há mesmo mais a acrescentar.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Greve do Metro

Hoje houve uma e ainda não me acertei com o esquema da coisa para apanhar a alternativa, que nesses dias é um caos. Ora chego a horas, ora acabo por me atrasar uma hora e meia, ora chego quase duas horas antes do tempo (entro às nove...).
De qualquer das formas, acho estes acontecimentos fascinantes, pois é em momentos como estes que somos premiados com a contemplação daquilo que está mesmo lá no fundo do carácter das pessoas, com o âmago do ser humano. E não é bonito. Mesmo nada bonito. Se algum dia formos confrontados com a eminência do fim do mundo, acredito piamente que nos matamos todos uns aos outros antes dele efectivamente acabar.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Um dia de trabalho normal

Cantarolar músicas do Sinatra enquanto trabalho; ter de procurar para a patroa os contactos de uma empresa para acabar por me deparar, na zona da equipa dessa empresa no seu site oficial, com fotos do Mantorras no lugar de todos os membros da mesma; acabar por me distrair no final do dia e deixar sair o comentário dirigido a uma colega «então, se as temos é para as mostrarmos!». Nada de novo por aqui.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Assim não dá...

Vêm aí os novos estagiários. E obviamente tinha de existir uma estagiária gira (outra).




E lá se vai a produtividade toda.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Acordai!



Que estes tempos de indignação (ler aqui) sirvam para um maior envolvimento e exigência por parte da sociedade civil na política do país. Que sirvam para que os políticos deste país comecem a trabalhar para o bem do mesmo e não para o bem do seu bolso ou do bolso dos seus amigos e familiares. Que sirvam para responsabilizar quem deve ser responsabilizado por esses "erros de governação" que nos saíram demasiado caros. Que sirvam para exigir uma democracia verdadeiramente justa e sustentável.

«É a Hora!»

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Das origens da crise

Trocado por miúdos, é isto.