quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Água mole em pedra dura...

A paciência tem limites. A compreensão para medidas de austeridade sucessivas que não funcionam, também. E se o actual governo ainda não o percebeu, é melhor que se vá mentalizando, pois se hoje foi a ministra da agricultura que ia levando com um ovo pela tromba (ler aqui), amanhã a coisa poderá não ter tanta piada.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Todo eu sou uma metáfora mal esgalhada

Como se não bastasse agora, qual locomotiva, funcionar a carvão activado, a mudança anual dos farolins arrisca-se a fazer mossa na solvência da CP.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Desabafos

Luto há vários meses, em vão, contra a inércia da escrita. Não é nada que não me tenha acontecido antes, mas desta vez tudo, cá dentro, parece vazio e a vontade, aquela irrequieta comichão na ponta dos dedos, desapareceu para parte incerta. Dizem-me que se quero escrever não posso parar, que tenho de insistir, mas comigo isso não funciona. A escrita nunca foi para mim uma actividade séria, nem talento tenho para tal, sei-o bem. Sempre foi mais um remédio, uma purga mental daquilo que me consumia. E agora parece que já não há aqui nada.
Talvez a monotonia solitária de um início de vida de gente crescida me tenha consumido a ilusão e apagado a chama da esperança num futuro e num mundo interessantes e inesperados. Talvez por isso nada tenha restado a não ser o vazio. Ou então, também não ajude pensar que conheço finalmente os monstros que me atormentavam e que tenha encontrado forma de os manter saciados e aprisionados. Mas não vamos por aí e deixemo-los estar como estão. Que uma vida inteira de desejos e actos reprimidos de alguém que nunca partiu um prato numa adolescência não vivida e que sempre fez o "correcto" em detrimento de tudo o resto, são um aglomerado corrosivo e perigoso de mais para se deixar indiscriminadamente à solta.
Mas o tramado nisto tudo é que sendo eu o pãozinho sem sal que sou, e que já quase nada de interessante ou de apelativo tinha para o sexo oposto e restantes seres humanos em geral, vejo-me agora sem o pouco que podia ainda de alguma forma aproveitar para me manter sociável. Algures, pelo caminho, perdi-me. Não sei se consigo voltar a encontrar-me.

domingo, 2 de setembro de 2012

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

"Em tempo de guerra não se limpam armas!"

Tinha eu planeado vir para aqui mais uma vez choramingar e constatar que se calhar sou é "amoroso" e que por isso estou bem lixado (contexto aqui), quando hoje por causa do meu trabalho tenho de entrar em contacto com os estagiários da empresa que já terminaram o estágio há uns meses. Talvez com isto do amoroso ainda a roer-me por dentro, acabei por, assim como quem não quer a coisa, dar o meu contacto pessoal à estagiária gira (esta!). Só para o caso de ela vir a precisar de algo em que eu a possa ajudar... 

So write me, maybe?

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Lisboa tem destas coisas

Hoje cheguei à conclusão que trabalho relativamente perto da casa da Alice Vieira. E há umas semanas atrás o Rui Costa passou por mim de carro no Saldanha.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Isto sou eu...

... depois de ter conseguido resolver há minutos o problema com o meu Kanguru:




Foi por um mero acaso e poderia ter evitado uma viagem inútil hoje à loja, mas de repente sinto-me o ser mais inteligente à face da Terra.

domingo, 19 de agosto de 2012

A precisar de ir à bruxa tecnológica

Começo a achar que estou enguiçado e que todo o material tecnológico em que toco ultimamente vira merda. Já não bastava a recente aventura com portáteis e computadores fixos (ver aqui), agora é o Kanguru que "não pula". E o mais bonito é que o raio do bicho ficou ainda pior depois da tentativa de actualização.


Estou neste momento disposto a tudo para acabar com este mau olhado informático... Era o Professor Mambo que tratava disto das macumbas dos computadores, não era? (ouvir aqui)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Das ironias

Confesso que, muito para meu desconforto, não consegui evitar soltar um sorriso ao ler a notícia (ler aqui). Senti mesmo por momentos uma certa justiça poética nisto tudo: a confirmação que os extremismos e os ódios irracionais são não só perigosos, como idiotas e que mais tarde ou mais cedo, de uma forma ou de outra, rebentam-nos na cara. E depois disso tudo, ainda tentei ter alguma compaixão pelo senhor e tentar perceber por que género de crise existencial poderá ele estar a passar. Não por achar que todos erramos e merecemos uma nova oportunidade de nos redimirmos, mas mais pelos avós maternos do senhor, que certamente (?) não mereceriam ter esta pessoa como neto. Não consegui.