quinta-feira, 10 de maio de 2012

Visitas

Amanhã um conjunto de alunos do meu curso vai visitar a empresa onde trabalho para verem a abrangência do que pessoas da nossa área podem fazer. A patroa quer que eu fale um pouco da experiência de estágio e afins, e eu desde que sei que tenho de lhes dizer algo ando a controlar a vontade súbita que tenho de os avisar para fugirem enquanto puderem e tentarem ser mas é felizes, que isso é que importa. É que não só a procura de emprego na área é uma tarefa hercúlea que deixa qualquer um sem réstia de amor próprio e sem gosto pela vida, como quando se consegue o milagre de arranjar um emprego, ele pode tornar-se um desapontamento.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Trabalhar para aquecer

Gosto pouco. E gosto menos ainda quando isso ainda por cima me faz chegar tarde a casa.


De resto era para ir comentar a ausência de aderência que a chuva provoca na calçada branca lisboeta e como isso juntamente com um plano demasiado inclinado fez com que hoje de manhã o meu cu "visse" o chão de perto, ou como eu gosto de lhe chamar, «sku com estilo pela rampa abaixo»; e era para ir também comentar como duas velhas que conversavam hoje no metro conseguiram levar o caos apocalíptico de ontem nos Pingo Doce do país para os tempos do Salazar, pois nessa altura «havia bichas, mas com respeito».
Era mesmo, mas passou-me a vontade.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Baby steps!

A meio da manhã em Lisboa começou a chover. Comentava-se no escritório a chuva quando a estagiária gira mas que normalmente não passa cartão a ninguém (referência aqui) se junta inesperadamente à conversa.

Estagiária gira - (referindo-se à outra estagiária) Que pena, queríamos ir tomar um café, mas assim a chover e sem chapéu de chuva é complicado. Estou mesmo a precisar de um café...

Eu - (Acendendo-se rapidamente uma lâmpada imaginária por cima da cabeça) ... Eu tenho aqui um guarda-chuva na mochila, posso emprestar-vos se quiserem...

Estagiária gira - (Largo sorriso) A sério, tens?! E fazias isso?

Eu - (fingindo-me de desinteressado e a tentar não me começar a babar) Sim...

Estagiária gira - E não queres vir connosco ao café também?...

Eu - (pausa para rápido cálculo da resposta adequada a longo termo) Não, deixa lá...

(depois de saírem)
Colega de trabalho perspicaz - Mas que atenciosos que estamos hoje! Que amiguinhos que eles estão!

Eu - (começo-me a rir e coro)



(O leitor que teve a paciência para ler este momento de pura lamechice despropositada estará neste momento a pensar para si sobre o autor deste blog «que tanso, então não aceitou o convite?! É mesmo palerma!». Desengane-se o simpático e carinhoso leitor. Fique sabendo que isto do engate é o típico jogo de xadrez. Temos de mover a peça tendo em mente todas as jogadas seguintes. E se há algo que as minhas experiências falhadas me ensinaram, foi que se mostrarmos logo interesse na rapariga, se formos com muita sede ao pote, ela não nos liga nenhuma. Assim, fui simpático e atencioso e logo a seguir mostrei desinteresse. A ideia é provocar, aos poucos, o interesse por parte dela na minha pessoa. Ou seja, a célebre técnica do "deixa-a pousar!")

Cenas dos próximos capítulos brevemente... Ou então não. Que é o mais certo...


Seja como for, já posso finalmente dizer, ao fim de quatro longos anos, que tive uma moça jeitosa a convidar-me para um café.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Antes que se comece a enjoá-la

E para ser "diferente".

«Sempre a merda do futuro»

«Quero ser feliz, porra! Quero ser feliz agora!»*


Feliz 25 de Abril. E que não se acabem as razões para o comemorar.




*da música FMI, pois claro.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

São as pequenas coisas...

Esta noite descobri o botão de ajustamento da luminosidade do ecrã do despertador que tenho no quarto. Sou um homem feliz.

sábado, 21 de abril de 2012

I'm such a nerd!


Não resisti a ir experimentar isto do Pottermore assim que ficou disponível a toda a gente e ver em que casa o chapéu me colocava. Apenas para tirar a minha grande dúvida dos tempos em que li os livros: onde seria colocado se fizesse parte daquela realidade. E pronto, depois ainda me admiro dos elementos do sexo feminino normalmente fugirem de mim a sete pés.


terça-feira, 17 de abril de 2012

Sou sempre a mesma coisa...

Ontem conheci uma das estagiárias académicas que aparecem de vez em quando (dois dias por semana! Isto no meu tempo não era assim...) lá na empresa. É gira. Muito gira. Infelizmente um bocado antipática. Mas já disse que é mesmo muito gira? 
E como é natural, eu perto de raparigas que acho mesmo muito giras fico mais distraído e aparvalhado. E quando estou distraído e aparvalhado normalmente faço asneira. E ontem não foi excepção e, não sei bem ainda como, apaguei todos os meus documentos e pastas de trabalho do computador com tudo o que tinha feito até ao momento. É também outra das coisas que me acontecem perto de raparigas que acho mesmo muito giras. Faço figura de urso.
Nunca pensei dizer uma coisa destas na minha vida, mas abençoado técnico informático, que me salvou o pescoço e resolveu toda a borrada que eu fiz com «a minha máquina».

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Inevitabilidades

Estar a trabalhar quase sempre rodeado somente por mulheres, mais tarde ou mais cedo, acaba assim.