segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Um quarto de século

Quem me conhece sabe que eu não gosto muito de celebrar o meu aniversário.
E não gosto porque, por um lado, não gosto de marcos que nos recordem que o tempo passa sem nos perguntar se nos apetece ou se estamos prontos. E para alguém que é um procrastinador nato como eu face à vida, isto de agora ter de corresponder a determinada faixa etária antes de considerar que vivi o que tinha a viver, é chato.

Por outro lado, sofro do trauma que a maioria das crianças que nasceram em Dezembro sofrem, ou seja, fazer anos na época natalícia. Chega-se a esta altura e já sei o que vou ouvir de quase toda a gente: "ah, isto é prenda de anos E de Natal!". E sendo que estou num país do ocidente consumista, ouvir algo deste género traumatiza qualquer um para o resto da vida. Não é bonito e não se faz.

E eis-nos chegados aos 25 anos. Como se não bastasse tudo o resto, este será o ano em que certamente irei ouvir de forma ainda mais incessante coisas como "então, já arranjaste trabalho, meu malandro? ... Um em que te paguem como às pessoas a sério!" ou "Então, não achas que já era altura de casares? Os teus primos já assentaram todos..." ou em alternativa "E namorada, quando é que arranjas? Nunca mais vimos nenhuma... deves ser mas é maricas!"

Mal posso esperar...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Da(s) morte(s)... e da vida


“The only position that leaves me with no cognitive dissonance is atheism. It is not a creed. Death is certain, replacing both the siren-song of Paradise and the dread of Hell. Life on this earth, with all its mystery and beauty and pain, is then to be lived far more intensely: we stumble and get up, we are sad, confident, insecure, feel loneliness and joy and love. There is nothing more; but I want nothing more.”

~ Christopher Hitchens, in The Portable Atheist 



Porque hoje quiseram as coincidências de mau gosto que não fosse só ele a partir, olhemos então para a vida, que nunca é longa o suficiente, e preocupemo-nos em vivê-la ao máximo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Facebook, tu mimas-me!

E tens-me, quem sabe, em muito maior consideração do aquilo que devias... 

A única notícia que tinha destacada há pouco nos feeds da página pessoal que tenho nesse site era esta:

Portugueses entre os mais activos e espontâneos sexualmente

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Com suores frios

É que acabei de me consciencializar sobre quanto é que já gastei e tenho ainda de gastar para que a minha Ordem me deixe trabalhar um dia destes. Só falta cobrarem-me o facto de existir e estar vivo. Vou só ali dar um tiro de misericórdia à minha conta bancária e já volto...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Tesourinhos deprimentes*

Enquanto procurava por espaço num caderno usado, para o voltar a usar nos apontamentos do novo estágio, deparei-me com o seguinte "texto", da minha miserável autoria, e que me fez soltar um sorriso embaraçado:

«Quero arder no calor dos teus olhos. Mergulhar nas profundezas dos seus abismos e beber de tudo aquilo que já viveram. Quero consumir-me na paixão desse olhar assassino capaz de dizimar o solitário império em mim edificado e apaziguar de vez a penosa inquietude desta triste existência.»


Mais embaraçoso ainda foi constatar que, tendo em conta o caderno em causa, esta pérola muito pouco brilhante terá sido regurgitada, em circunstâncias incertas, algures entre finais de 2008 e o ano de 2010, logo há relativamente pouco tempo. E, como se não bastasse, já não faço a mínima sobre a que beldade feminina pertenciam os olhos em causa e que tanto furor me causaram na altura.

De resto pouco mudou. Aparentemente continuo à procura de alguém que me consuma de tal forma que me faça desaparecer da face do planeta; qualquer olhar bonito e matador me "desperta a atenção"; e o estilo de "escrita" continua a deixar muito a desejar.






*(Ou, como fazê-las fugir a sete pés)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Quero!



Parte do dinheirinho do Natal deste ano (receberes dinheiro este ano... vai sonhando, vai...) já está destinado para isto. Assunto encerrado.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O meu "Criseómetro"

É bastante simples. Os meus pais - nascidos numa altura em que matarem-se a trabalhar desde os 10 anos era a única solução para uma família de classe baixa ter o que comer diariamente - colocaram sempre à frente de tudo a necessidade de ter um emprego, até mesmo dos direitos a que tiveram acesso depois da revolução. Direitos esses que foram vendo lenta e gradualmente reduzidos ao longo dos últimos anos na esperança de que isso ajudasse a melhorar um futuro já de si incerto. Primeiro foram as festas de Natal, depois as regalias e incentivos, e houve até uma redução no salário do meu pai "para se poder manter a empresa a funcionar". Para além disso, nunca os vi contestarem nada, algo que foi sempre encarado por mim como uma dedicação rara às suas empresas e uma confiança quase cega nos seus patrões, situação que acima de tudo nunca compreendi. Sempre o interpretei como uma resignação assustadora, principalmente por parte da minha mãe, pessoa que não me lembro de alguma vez não ter feito horas extra de pagamento duvidoso e de não ter férias ou salários em atraso.
Por isso mesmo, quando o meu pai decide aderir a uma greve, sei que é motivo para ficar seriamente preocupado e que não vem aí nada de bom. Se for a minha mãe a fazê-lo, é motivo para entrar em pânico e preparar-me para o Apocalipse. Também sei que agora este meu texto iria ter um maior e mais interessante efeito trágico-cómico se dissesse que hoje os dois tinham decidido aderir à greve geral. Mas não é assim. O meu pai está em greve. A minha mãe saiu para mais um dia de trabalho.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

OOOPS!




«Power Balance arrisca falência com novo pedido de indemnização»

sábado, 19 de novembro de 2011

Sobre os universitários

Como já andei noutras zonas deste mundo que é a Internet a tentar discutir de forma séria a tendência perigosa de alguns jornalistas portugueses para fazer comédia no lugar de informação (e aqui estou a ser simpático) quando se lembram de montar reportagens que são tudo menos dignas dessa designação (ler e ver aqui), neste espaço fico-me apenas por um assinar por baixo ao comentário do Bruno Nogueira sobre o assunto e que pode ser ouvido AQUI.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Novidades... do passado!

Músicas inéditas dos Ornatos Violeta "saem do armário" (ler aqui). Fica um cheirinho.