É que acabei de me consciencializar sobre quanto é que já gastei e tenho ainda de gastar para que a minha Ordem me deixe trabalhar um dia destes. Só falta cobrarem-me o facto de existir e estar vivo. Vou só ali dar um tiro de misericórdia à minha conta bancária e já volto...
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Tesourinhos deprimentes*
Enquanto procurava por espaço num caderno usado, para o voltar a usar nos apontamentos do novo estágio, deparei-me com o seguinte "texto", da minha miserável autoria, e que me fez soltar um sorriso embaraçado:
«Quero arder no calor dos teus olhos. Mergulhar nas profundezas dos seus abismos e beber de tudo aquilo que já viveram. Quero consumir-me na paixão desse olhar assassino capaz de dizimar o solitário império em mim edificado e apaziguar de vez a penosa inquietude desta triste existência.»
Mais embaraçoso ainda foi constatar que, tendo em conta o caderno em causa, esta pérola muito pouco brilhante terá sido regurgitada, em circunstâncias incertas, algures entre finais de 2008 e o ano de 2010, logo há relativamente pouco tempo. E, como se não bastasse, já não faço a mínima sobre a que beldade feminina pertenciam os olhos em causa e que tanto furor me causaram na altura.
De resto pouco mudou. Aparentemente continuo à procura de alguém que me consuma de tal forma que me faça desaparecer da face do planeta; qualquer olhar bonito e matador me "desperta a atenção"; e o estilo de "escrita" continua a deixar muito a desejar.
*(Ou, como fazê-las fugir a sete pés)
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Quero!
Parte do dinheirinho do Natal deste ano (receberes dinheiro este ano... vai sonhando, vai...) já está destinado para isto. Assunto encerrado.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
O meu "Criseómetro"
É bastante simples. Os meus pais - nascidos numa altura em que matarem-se a trabalhar desde os 10 anos era a única solução para uma família de classe baixa ter o que comer diariamente - colocaram sempre à frente de tudo a necessidade de ter um emprego, até mesmo dos direitos a que tiveram acesso depois da revolução. Direitos esses que foram vendo lenta e gradualmente reduzidos ao longo dos últimos anos na esperança de que isso ajudasse a melhorar um futuro já de si incerto. Primeiro foram as festas de Natal, depois as regalias e incentivos, e houve até uma redução no salário do meu pai "para se poder manter a empresa a funcionar". Para além disso, nunca os vi contestarem nada, algo que foi sempre encarado por mim como uma dedicação rara às suas empresas e uma confiança quase cega nos seus patrões, situação que acima de tudo nunca compreendi. Sempre o interpretei como uma resignação assustadora, principalmente por parte da minha mãe, pessoa que não me lembro de alguma vez não ter feito horas extra de pagamento duvidoso e de não ter férias ou salários em atraso.
Por isso mesmo, quando o meu pai decide aderir a uma greve, sei que é motivo para ficar seriamente preocupado e que não vem aí nada de bom. Se for a minha mãe a fazê-lo, é motivo para entrar em pânico e preparar-me para o Apocalipse. Também sei que agora este meu texto iria ter um maior e mais interessante efeito trágico-cómico se dissesse que hoje os dois tinham decidido aderir à greve geral. Mas não é assim. O meu pai está em greve. A minha mãe saiu para mais um dia de trabalho.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
Sobre os universitários
Como já andei noutras zonas deste mundo que é a Internet a tentar discutir de forma séria a tendência perigosa de alguns jornalistas portugueses para fazer comédia no lugar de informação (e aqui estou a ser simpático) quando se lembram de montar reportagens que são tudo menos dignas dessa designação (ler e ver aqui), neste espaço fico-me apenas por um assinar por baixo ao comentário do Bruno Nogueira sobre o assunto e que pode ser ouvido AQUI.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
... mas só saiu isto
Apetecia-me escrever sobre como ontem um bife na pedra, aparentemente banal para toda a gente, menos para mim que nunca tinha visto tal prato ser servido antes em sítio algum, me deixou fascinado. Apetecia-me explicar como algo tão simples e insignificante me alegrou o dia, para além da barriga, e me reavivou memórias de tempos em que o mundo me era novo e estava ali, por desvendar, à minha espera. Apetecia-me mesmo frisar como é sempre nestas pequenas coisas, nestes detalhes, que acabo por conseguir encontrar significado e valor para este complexo e difícil universo e que então lá se me escapa por entre os lábios um sorriso genuíno e despreocupado. Apetecia-me mesmo, mesmo, mas...
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Sr. Dicionário
(latim laicus, -a, -um, comum, ordinário)
adj. s. m.
1. Que ou quem não pertence ao clero ou não fez votos religiosos. = LEIGO, SECULAR ≠ ECLESIÁSTICO, RELIGIOSO
adj.
2. Que não sofre influência ou controlo por parte da igreja (ex.: estado laico).» (retirado daqui)
Apesar de achar os cortes de feriados uma idiotice que não vai resolver problema económico nenhum, ao ver a recente notícia sobre as "negociações" dos mesmos com a Igreja Católica (ver aqui) fui assolado por uma vontade incontrolável de rever a definição da palavra laico, que curiosamente se encontra constitucionalmente anexada à qualidade do nosso Estado Português...
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
A pergunta que se impõe - Reloaded!
Já era mais do que tempo para voltar a este assunto crucial para o funcionamento da nossa sociedade. Há uns tempos atrás abordei a questão de quem seria a dona e senhora do Natal deste ano (ver aqui), se a Leopoldina, se a Popota. E parece que a resposta a esta minha dúvida existencial é esta:
Pois é, parece que a Popota veio para ficar. E não é que o raio do bicho ainda se vai vangloriar para a música, dizendo "é a Popota e está no Continente!", que é como quem diz "embrulha, passarola amarela, que isto agora é tudo meu!", tudo isto enquanto dá ao rabo como se não houvesse amanhã.
E o que raio aconteceu à Leopoldina? Apanhou gripe das aves e morreu? Migrou para sul? Foi servida com molhinho de tomate e batatas ao jantar para o Belmiro de Azevedo? Ou a cabeça rejeitou o corpo da Lara Croft que lhe foi enxertado a martelo e o animal deu o seu último pio implorando por uma morte rápida e indolor? O povo exige saber!
Enfim, de qualquer das formas, será caso para dizer adeus Mundo Encantado dos Brinquedos e olá cover da cover da lambada com hipopótamas coloridas e oferecidas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
