quarta-feira, 29 de junho de 2011

Da Natureza

Ah, a Natureza! Os pássaros cantam alegremente por entre as folhas verdejantes das árvores que ondulam ao sabor de um ameno vento de Verão. Os grilos manifestam-se impacientemente sob o infinito céu estrelado ausente de nuvens... É inquestionável a beleza da Natureza. Pelo menos, até ao dia em que Ela nos entra pela porta adentro e nos invade abruptamente a casa.
Sabemos que a nossa casa está velha quando, em todas as épocas quentes, assistimos a formigas percorrerem atarefadas as paredes e instalarem-se na cozinha e no lavatório da casa de banho; quando gafanhotos, besouros, abelhas e osgas entram impávidos pelas janelas e fazem pequenos descansos nas camas dos nossos quartos. Mas apesar de tudo isso, só sabemos mesmo que a nossa casa é um caso perdido quando, enquanto nos dirigimos para um revigorante primeiro duche da manhã, nos deparamos com o chuveiro já ocupado por uma simpática e gorda barata castanha do tamanho de um polegar.
Sim, a Natureza é muito bonita e enternecedora. Mas só da porta de casa para fora.


P.S. - Há que reconhecer a fama de resistência das baratas. Somente um ser vivo que após ser esmagado constantemente por um objecto comparativamente gigantesco e ainda assim se consegue mexer poderá sobreviver a um Apocalipse nuclear.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

«Condenado a ser Filho quando o teu sonho maior era ser Pai»




Fui vê-los no passado domingo à Queima de Évora, e foi mesmo muito, muito, muito bom. E a gentil companhia foi também ela indispensável à agradável experiência.

Isto tudo para dizer que, apesar desta minha mais recente fase deprimente - em que me tenho sentido um completo inútil com a mesma relevância de uma bola de cotão - ainda há pequenos e singelos momentos que valem ouro.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Inevitabilidades

É nas pequenas coisas que te apercebes que a fonte secou. Nas rotinas vazias, na contemplação que já não te inspira, e nessa página em branco que te atormenta há anos e à qual, iludido, insistes em voltar constantemente.
É, a fonte secou e não há nada que possas, ou saibas, fazer.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A recuperar

Desde que descobri a palavra santorum e aquilo que ela significa, nunca mais consegui voltar a ser o mesmo. A pouca inocência que me restava, foi-se de vez.

domingo, 22 de maio de 2011

«Things ain't like they used to be»




«And it's about time you see»

Não resisto

Eu sei que tinha prometido não voltar a falar de política por aqui, mas há um feito extraordinário que tenho de sublinhar. A campanha eleitoral para as próximas legislativas só começou oficialmente às 0 horas de hoje e eu já me sinto assim:



Os meus parabéns, é um feito inédito! ... Pelo menos para mim.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

The end of days!

Então o Mundo vai acabar amanhã? (ver aqui) Epá, que chatice, não me dá mesmo jeito nenhum...

Alguém que peça lá ao Barbas, por favor, que volte a adiar isso como em todas as "outras vezes" (ver aqui).

quarta-feira, 18 de maio de 2011

«O seu correspondente não se encontra disponível»

... «A sua chamada ficará em lista de espera a aguardar atendimento.»

Ad eternum!

terça-feira, 17 de maio de 2011

"Vender a alma ao Demónio"?

Eu diria que depende de quanto ela possa custar.

Mais pensamentos despropositados (diz que é o 4)

Sobre este post de há uns dias:

Poderemos dizer que quem tem anedonia estará "anedónico"? Palavra que se parece demasiado com anedótico... hmm ... É isso. A ser, sou um "anedónico" anedótico.



E assim se constata que o meu humor seco está a atingir níveis assustadoramente próximos dos de ameaça nuclear.