quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Estafermo imprestável, palerma e mal-amado

Uma tese de mestrado onde os resultados escasseiam, que só te apetece atirar para o caixote do lixo mais próximo e cuja discussão há duas semanas que tentas em vão começar.

Um blog onde há mais de um ano tentas infrutiferamente escrever alguma coisa verdadeiramente razoável e que aches que valha a pena.

Uma rapariga simpática que trabalha num dos bares que frequentas e que não consegues fazer com que repare minimamente em ti.

Um problema de saúde que teima em não te dar descanso, provavelmente por causa duma falta de determinação para perderes os quilos a mais e para deixares de ter uma vida sedentária e monótona.

Uma falta de inteligência geral devida a uma reduzida estimulação intelectual ao longo deste quase (falta o quase) quarto de século de existência.



Eu bem que tento ser menos pessimista, mas está difícil...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

This time it beats me

Estou cansado. Amanhã volto aos níveis de pessimismo habituais.



quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O amor, é sempre o amor...

Acho que às vezes temos pressa de amar e de ser amados. Como se o facto de não o termos durante algum tempo fizesse com que deixemos de existir. Queremos impacientemente alguém para nós, alguém que nos queira, alguém que nos valide. Aqui e agora, sem pensar no lá e depois. É certo que a vida é curta, mas não será por isso mesmo que o melhor é aproveitar as coisas à medida que elas surgem, saboreá-las enquanto duram, tomar-lhes o gosto? Parece que apressamos as coisas com medo de descobrirmos que afinal o doce de agora não vai ser sempre tão doce. O problema é que acabamos sempre por o descobrir. E depois pode já vir a ser tarde de mais.

Ou então isto tudo é um disparate, e fui eu que criei uma fobia a relações sérias... Às exageradamente precipitadas, pelo menos.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A rever-me nas frases dos outros...


«Os nossos pais não diziam para sermos os melhores, diziam para fazermos o melhor possível. E quando se faz o melhor de que se é capaz, às vezes é-se o melhor.»

~ Daniel Sampaio em entrevista ao Público




E pronto, é o máximo de gabarolice e de falta de modéstia que demonstrarei relativamente aos sucessos académicos recentes.

sábado, 24 de julho de 2010

Está bonito, isto

Depois de uma semana de pausa (merecida, acho eu) junto de amigos, volto de novo para a "realidade" e constato que o Passos Coelho se lembrou que afinal é fascista, que a Igreja Católica vai de mal a pior, mesmo que tente depois desdizer-se, e que os adeptos do Benfica estão chateados porque o seu novo guarda-redes, pago a peso de ouro, percebe de muita coisa mas de defender balizas nem por isso.

Nada de novo, portanto.




E em relação às minhas férias, foram muito boas, mas infelizmente curtas. Enfim, para o ano há mais, espero.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Sei que há algo de muito errado com o Mundo...


... quando isto é considerado algo digno duma notícia de jornal.



Obrigado ao D por salientar esta caricata e importantíssima informação para o país.

domingo, 4 de julho de 2010

After all there is still some humbleness

Admito que normalmente tenho uma visão exageradamente negativa do mundo e que algumas atitudes tomadas pela humanidade em geral me desapontam e fazem com que me seja difícil acreditar que é possível conseguirmo-nos superar intelectual e socialmente. E acredito também que em grande parte a religião, e tudo o que de negativo ela implica, seja uma das principais responsáveis por isso.

No entanto, atitudes como esta que foi tomada pelo Nathan e pelo seu grupo religioso numa parada do orgulho gay em Chicago (ver aqui), por mais ínfimas que sejam, são para mim uma lufada de ar fresco claramente inesperada e que me fazem voltar a ter esperança de que existe espaço para a tolerância e que certos dogmas, por muito entranhados que estejam nas sociedades, podem ser gradualmente combatidos. Essencialmente, a minha "fé" no ser humano foi um pouco restabelecida depois de ler aquele post, e é com um claro sorriso no rosto que volto a afirmar algo que já tinha aqui dito antes: o Mundo demonstrou que tem potencial para ser um lugar melhor.

Ainda assim, não quero com isto insinuar que a responsabilidade pelas formas erradas de agir ao longo da História é única e exclusivamente da religião e das pessoas associadas à mesma, e que com isto estou a querer "tirar a água do capote" por não ser religioso. Todos nós, no nosso dia-a-dia, certamente temos ou já tivemos comportamentos dos quais não nos orgulhamos. Eu pelo menos tenho. E é por acreditar que a atitude tomada pelo grupo referido acima transcende qualquer raça, credo, sexo e nível social, e que é um exemplo a seguir, que eu, um jovem adulto, agnóstico, sem quaisquer filiações partidárias e sem outras pretensões quero humildemente associar-me à mesma:


I'm sorry too!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Summer night

Por entre essa janela aberta, aquela que raramente abres para o mundo, contemplas a escuridão da noite com uma minúcia compulsiva. O vento ameno de mais uma noite de Verão afaga-te o rosto, mas nem isso te doma a inquietação pois, como dizia o outro, não há estrelas no céu. E perguntas-te quanto daquele vazio é teu também enquanto procuras desesperadamente por um sinal de luz, por mais ínfimo que seja, na vã esperança de que o breu da tua noite não dependa somente de ti.

sábado, 26 de junho de 2010

Sick of it

Se há coisa que me irrita nas pessoas é a necessidade que têm de valorizar o oculto, de desconfiarem da ciência e ao mesmo tempo acreditarem cegamente em tudo o que é inexplicável. Tira-me do sério a confiança exacerbada em bruxos, videntes, parapsicólogos, curandeiros, virtuosos, massagistas de credenciais duvidosas, e quaisquer outras designações sinónimas de charlatões, que prometem a resolução de todos os males de forma milagrosa ou através de produtos de origem não divulgada mas que são extremamente seguros pois são "naturais".

Felizmente existem por aí pessoas muito mais eloquentes que eu, e que tendo esta mesma frustração, a sabem expressar de forma muito mais genial. Senhoras e senhores, Tim Minchin:





Obrigado ao T. por mo dar a conhecer!