segunda-feira, 22 de março de 2010

A lógica da batata

Acho curiosa a necessidade que os bancos, essas entidades recatadas que vivem em extrema penúria, têm de inventar taxas do nada. É caso disso, o Montepio, banco onde tenho conta, que inventou agora uma taxa chamada "Comissão de Manutenção", onde trimestralmente nos tiram dinheiro das contas à ordem, a partir do próximo dia 1 de Abril.
No entanto, quando questionados sobre esta taxa instantânea, os funcionários do banco apenas nos respondem que "é a nova política comercial da empresa". Como se isso fizesse toda a diferença. Mas a cereja em cima do bolo é mesmo o valor da taxa. Este simpático valor é tanto maior quanto menos dinheiro haja na conta. Ou seja, quem tiver pouco dinheiro na conta, vai pagar mais. E não há cá desculpas. Que se quer uma conta é para ter lá dinheiro, e muito! Andamos aqui a brincar, não?

Ainda assim, é dada uma oportunidade de ficarmos isentos desta comissão, oportunidade essa que passa por aderir a alguns produtos do banco. A perder é que eles não podem ficar, claro está. Mas sinceramente já estive mais longe de voltar à forma de guardar dinheiro que os meus avós utilizavam: de baixo do colchão. Aí, a não ser que os ácaros comecem também a cobrar comissões por nos guardarem o dinheiro, penso que estará tudo bem.

terça-feira, 16 de março de 2010

Porque até é a história de muito boa gente...

Há uns dias, em conversa com o T. e com o D., lembrámo-nos da tira que se segue. Hoje, por vários motivos lembrei-me dela novamente.
Autoria: Bob-Rz



Vicissitudes da existência humana, só isso.

segunda-feira, 15 de março de 2010

In pain!

Não há nada como conduzir um carro durante mais de 150km acompanhado de uma valente dor nas costas para começar bem a semana.

sexta-feira, 12 de março de 2010

À beira de...

Cheguei a um ponto em que se me falam mais de formações ou de algo relacionado com formações, mais dia menos dia, tenho um surto psicótico.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Acho que me está a querer dizer qualquer coisa...

Começo a ficar preocupado com a quantidade de pessoas que andam a dizer que preciso de uma namorada, pelas mais diversas razões. Mas mais preocupado fico quando até o meu inconsciente já me grita a plenos pulmões sonhos persistentes de uma relação feliz e saudável com uma rapariga incrível que nunca antes vi na vida.

Dias "especiais"

Eu acho realmente piada à necessidade que a humanidade tem de criar dias especiais para tudo e todos os que têm tratado de forma miserável ao longo dos tempos. Será uma forma de pedir desculpas, e pronto, já temos a nossa obrigação feita. Como se o simples facto de criar um dia especial para algo mudasse muita coisa nos comportamentos das pessoas no resto do ano.
E não quero com isto descriminar esse ser fascinante que é a mulher neste seu dia "especial". Mas para mim faria muito mais sentido começarem duma vez a dar de facto oportunidades iguais a homens e mulheres, sem qualquer discriminação (salários, licenças de maternidade, etc.) e então depois disso tudo implementado e a funcionar, celebrar finalmente um dia para comemorar, não um dos sexos em particular, mas antes o marco histórico que seria o dia em que a plena igualdade de direitos entrasse em vigor. O dia da igualdade.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Nada

Maldita vontade de escrever.
Sentes a inspiração a correr-te apressadamente pelas veias, começa a comichão nos dedos, aquela terrível comichão que te inquieta daquele jeito incessante que tão bem conheces. E cedes à tentação. Agarras na primeira caneta que te aparece pela frente, puxas por uma folha do caderno e preparas-te para vomitar de uma vez todas as ideias que te atormentam desde que te conheces como gente. Mas nada sai. Nada nunca sai da ponta daquela caneta. Oh como tudo é tão mais elaborado dentro dessa mente! E como nada do que pensas consegue transpor intacto essa cela solitária que se tornaram os teus pensamentos. Odeias o que crias, tudo aquilo que produzes, tudo aquilo que fazes, é lixo. Estás preso. Amordaçado dentro de ti mesmo e não tens como o evitar. A frustração interna é tremenda. Gritas, barafustas, destróis tudo à tua volta até caíres exausto, ou até perceberes que tudo isso se passa ainda dentro da tua mente. Cá fora tudo está silencioso, tudo está calmo. A caneta continua apontada ao papel, à espera. O papel, esse, continua em branco, reflexo daquilo que és, daquilo que te tornaste.
Nada.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Porque todas as conclusões vão dar aí...

Em consulta com a médica de família, entre a conversa sobre o que ando a fazer e sobre os problemas que me levaram lá.

Médica: Já há muito tempo que cá não vinha... E está mais gordo! Como é que se deixou engordar assim? Era tão magrinho...

Eu: É verdade... Quem diria, não é?

Médica: Então e tem namorada?

Eu: ... ... De momento, não.

Médica: Ah, pronto! Está explicado então.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Milagre, dizem eles...

É perfeitamente compreensível que numa situação devastadora como a das cheias na Ilha da Madeira, as pessoas, perante o desespero da destruição de tudo o que construíram ao longo das suas vidas e perante os familiares e amigos que perderam, se agarrem ao menor sinal de esperança num futuro melhor.

No entanto, notícias como esta deixam-me profundamente revoltado e irritado. Isto porque acho no mínimo horrível que, existindo um Deus, e tendo ele uma catástrofe perante si em que morreram várias pessoas, em que várias casas, campos e negócios ficaram arruinados, que a única coisa que ele se lembre de salvar é a mera imagem duma santa.
E no meio disto tudo faz-me confusão ainda virem dizer que é milagre, e virem também bispos dizer que é um sinal dos céus. Muito bem! Deus, Todo Poderoso, em toda a sua glória, vai e salva: uma estátua... Sinceramente, milagre acho que seria não ter morrido ninguém. Aí sim convenciam-me de alguma coisa.

Posso estar a ser insensível e despropositado, mas recuso-me a acreditar num Deus materialista cuja principal preocupação é salvar estátuas de porcelana, madeira ou do raio que o parta em detrimento de vidas humanas. É que imagens de santas não faltam e quem as fabrique também não. Agora seres humanos, pode haver muitos, mas cada um deles é único.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

"Eles andam aí" e ainda bem

Há muito tempo que não me ria tanto com um anúncio de televisão. Afinal, ainda se faz boa publicidade por aí.
Os meus parabéns à Compal, pois não só conseguiu captar a minha atenção, como também me deixou curioso para provar o novo Compal Ameixa.

Aqui ficam os anúncios: