"Cada novo amigo que ganhamos no decorrer da nossa vida aperfeiçoa-nos e enriquece-nos, não tanto pelo que nos dá, mas pelo que nos revela de nós mesmos."- Miguel de Unamuno
Olho tudo o que passou do alto do precipício. Como me arrependo de tanta coisa que fiz e mais ainda de tanta que não fiz! É sempre quando estou prestes a dar mais um salto que fujo para o meu mundo imaginário de ses e hipóteses nunca comprovadas. Já é tarde para o fazer, não há borracha alguma que me apague e não há lápis que volte atrás para reescrever as coisas como queria que elas tivessem ocorrido. "O tempo não espera por nós". Impotente face a este emaranhado de teias e de ligações que se tornou a minha vida, olho as nuvens por cima da minha cabeça, negras de incerteza, por tudo o que fui, por tudo o que serei. "O tempo não espera por nós". E com um sorriso triste no rosto, volto-me de novo para o precipício. Dou mais um passo em frente.
Eu acho uma piada a estes jornalistas televisivos que temos, pois quando não têm notícias não hesitam em as inventar. Foi anunciado há pouco pela ministra da saúde que temos neste momento 13 casos de gripe A e logo os senhores jornalistas se apressaram a causar alarme, pois há umas semanas atrás só tínhamos metade dos casos. "Temos motivos para ficar preocupados?" "Estamos perante um caso de epidemia?"
Ora vamos lá a ver uma coisa. 13 casos duma doença num país com mais de 11 milhões de pessoas não é uma epidemia, é quanto muito uma... "comixãozinha", vá.
E não estou com isto a sugerir que se desvalorize o assunto, estou é a sugerir que não seja tratado como uma tragédia grega.
Maldito jeito de ser, malditos traços que me restringem... Mas que estou para aqui a dizer? Que fatalismo e que passividade são estes?
Somos senhores do nosso destino... Mas o que é certo é que se por um lado quero alcançar algum objectivo, por outro estou aqui, imóvel, sem conseguir avançar. E não há nada que me convença que a culpa não é minha.
Uma apresentação de um livro de poesia relembra-me de que em tempos até eu tentei exorcizar o que me ia na alma através da escrita. Chego a casa e corro para a velha mala, empoeirada e escondida a um canto. Revivo um passado, uma adolescência deprimente e sofrida, como a de todos os adolescentes. Num misto de vergonha e tristeza, arrumo os papeis manuscritos e fecho a mala. Não gostei do que vi. Mas não sei se pelo ridículo, se por me rever ainda em algumas das coisas escritas.
Espaço para despejar perguntas e frustrações sem nunca ter em vista qualquer tipo de resposta.
Segurem-se bem às vossas secretárias ou smartphones (que modernos que estamos!), pois na maioria das vezes o nível de parvoíce estará descontrolado por aqui.
Este blog não é para levar a sério. E muito menos o parolo do seu autor!
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Vergonhosamente surripiado do blog 'Leituras de BD'